Terminal de Suape (PE) pode baixar preço do gás em dois dígitos, diz Oncorp

Wait 5 sec.

O TRS (Terminal de Regaseificação de Suape), em Pernambuco, pode provocar uma redução percentual de dois dígitos no preço do gás natural, segundo João Guilherme Mattos, diretor-presidente da Oncorp, responsável pelo empreendimento. A expectativa é que a nova infraestrutura amplie as alternativas de abastecimento e permita combinar o gás produzido no Brasil com o GNL (gás natural liquefeito) importado em condições mais competitivas.Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, Mattos afirmou que o terminal foi concebido para atender diferentes perfis de consumidores, incluindo grandes indústrias, distribuidoras de gás e usinas termelétricas. Segundo ele, térmicas vencedoras do leilão de reserva de capacidade estão entre os clientes do projeto.“A gente sempre pensou no terminal de regaseificação de Suape como um meio para atingir as grandes indústrias e servir a distribuidora de gás, a Copergás”, afirmou. “Um Estado que tem em seu quintal uma infraestrutura como essa, tem tudo para fazer um choque de preço.”Na avaliação do executivo, Pernambuco está entre os principais beneficiados. Sem produção própria de gás natural, o Estado depende do combustível proveniente de outras localidades, que chega pela malha de gasodutos da TAG. O terminal criaria uma alternativa de entrada de gás diretamente em território pernambucano.Por isso, Mattos considera o empreendimento estruturante para o estado. Além de ampliar as opções de suprimento, a infraestrutura teria potencial para contribuir com a modicidade tarifária, ao permitir a aquisição de gás em condições mais favoráveis para a Copergás (Companhia Pernambucana de Gás) e outros consumidores.A possibilidade de redução de preços está associada à diversificação das fontes de abastecimento. Segundo o executivo, em períodos nos quais o gás doméstico produzido no pré-sal estiver mais caro que o GNL importado, os compradores poderão recorrer ao combustível trazido pelo terminal para compor sua oferta.A lógica é ampliar a cesta de fornecedores e origens do gás, permitindo que distribuidoras e grandes consumidores combinem diferentes contratos para reduzir o preço médio de aquisição. O benefício dependerá, portanto, das condições de competitividade entre o gás nacional e o importado.O perfil multiuso do TRS é parte dessa estratégia. Embora as termelétricas tenham importância para a demanda do empreendimento, o terminal também pretende abastecer o mercado industrial e atender consumidores por meio de sua conexão com a rede de transporte.A previsão apresentada por Mattos é concluir o terminal no quarto trimestre de 2027.