Apenas dez empresas corretoras de bitcoin no Brasil devem conseguir aprovação do Banco Central

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A dura regulação que chega para corretoras de bitcoin e criptomoedas exigida pelo Banco Central do Brasil em 2026, com exigências de capital mínimo altas, travas de saques em até 24 horas, dentre outras situações que não existem em nenhum lugar do mundo, começa a mover parte do mercado para manifestações de oposição de forma pública.Isso porque, uma reportagem do Valor Investe publicada na última sexta-feira (11), demonstra o olhar atento para o regulador.De acordo com as informações, apenas dez empresas de criptomoedas devem sobreviver ao enquadro regulatório, que já fez vários negócios abandonarem o Brasil. Empresas fecharam, pessoas foram demitidas, e um possível monopólio se criou após as resoluções do Bacen.O problema ainda alcança a esfera inovadora do país, que sofre com retrocessos enquanto outras jurisdições abraçam o mercado cripto, como os EUA, por exemplo.De 200 companhias em operação, só umas dez devem conseguir a licença de PSAV do Banco Central do Brasil para operar como corretora de bitcoinA reportagem publicada pelo jornal do Grupo Globo mostra que a BitNuvem, Coinext, NovaDAX e Digitra já fecharam as portas após as resoluções do banco central. Contudo, nenhuma delas confessou diretamente que o encerramento do negócio se deu pela alta régua do regulador no mercado.Mesmo assim, a diretora de regulação da Ripple, Isabel Sica Longhi, comentou que a velocidade com que múltiplas regras chegaram no mercado, antes que as empresas pudessem atender as primeiras.O “atropelo regulatório” levou muitos negócios a recuar com suas operações para não enfrentarem problemas. O prazo do BCB, de qualquer forma, segue valendo para quem deseja operar, devendo se regularizar até o dia 30 de outubro de 2026.Após este prazo, todos os negócios sem licença devem encerrar suas empresas em no máximo 30 dias. Não está claro, entretanto, se o regulador vai abrir um prazo maior após as recentes demandas do mercado.ABToken publicou manifesto em apoio a empresas, dizendo que conversa com o reguladorA presidente da Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken), Regina Pedroso, compartilhou com o Livecoins um manifesto de sua autoria após o encerramento das atividades da Coinext no Brasil, no dia 3 de setembro.De acordo com o documento, ela diz que a associação que conta com várias empresas do mercado não querem uma ausência de regulação, mas sim normas claras e acessíveis para não afastar os empreendedores do espaço.Manifesto da ABToken, fonte: Regina Pedroso.O manifesto lembra que o Brasil regulado precisa de manter seu nível de competitividade e inovação, não atuar como barreira de inovações. De qualquer forma, o mercado nacional acompanha com atenção as novidades dos reguladores com atenção.Fonte: Apenas dez empresas corretoras de bitcoin no Brasil devem conseguir aprovação do Banco CentralVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.