Anthropic identifica uso do Claude em armas e ciberataques e treinamento de IAs chinesas

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A Anthropic interrompeu tentativas de usar sua inteligência artificial, o Claude, para criar armas biológicas, coordenar ataques cibernéticos contra a Ucrânia e extrair capacidades dos modelos por empresas chinesas.As descobertas constam no relatório de inteligência de ameaças da desenvolvedora, publicado na última quinta-feira. O levantamento detalha operações irregulares identificadas e combatidas nos últimos oito meses.Um grupo usou IA para identificar bloqueios de segurança e reescrever códigos maliciosos. – Imagem: Ole.CNX/ShutterstockApoio na criação de armas biológicas e muniçõesComo o Olhar Digital divulgou há alguns dias, cientistas tentaram usar o assistente virtual em atividades que poderiam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas. Um dos casos envolveu um pesquisador de uma região não atendida pela Anthropic, que usou servidores virtuais para acessar o Claude e planejar experimentos sobre a adaptação da gripe aviária a mamíferos.Operadores da China, Rússia e Iêmen também usaram o Claude no desenvolvimento de softwares para mísseis, drones e bombas. Há um ano, se você quisesse otimizar um drone ou o software de um míssil, os modelos simplesmente não seriam tão bons nessa tarefa quanto são agora.Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, à Reuters.Hackers russos miram governo da UcrâniaNa Ucrânia, um grupo de hackers teria recorrido à ferramenta para realizar operações contra alvos governamentais, militares e diplomáticos. A inteligência artificial foi usada em quase todas as etapas da campanha, incluindo phishing, invasão de redes Wi-Fi de hotéis e tomada de contas do WhatsApp.Leia mais:Pesquisadores da Anthropic fazem alerta assustador: IA pode levar à extinção humanaAnthropic revela mais um incidente de segurança envolvendo o ClaudeAnthropic cede à pressão e libera IA Mythos 5 para testes de cibersegurança por órgãos europeusO grupo também criou um sistema que identificava quando seu programa malicioso era bloqueado por mecanismos de segurança e reescrevia o código para tentar escapar da detecção.O comportamento observado pela Anthropic era consistente com as táticas do Midnight Blizzard, grupo que o governo dos Estados Unidos já associou ao serviço de inteligência estrangeira SVR, da Rússia. A empresa também afirmou ter identificado e interrompido atividades ligadas ao coletivo ShinyHunters.Laboratórios chineses, como o Alibaba, utilizaram o roteamento de conversas para absorver as capacidades do modelo Claude. – Imagem: Algi Febri Sugita/Shutterstock.comAtaques chineses para extrair capacidades do ClaudeEm outra frente, laboratórios na China criaram milhares de contas fraudulentas para extrair capacidades do Claude e usar os resultados no desenvolvimento de modelos próprios:Alibaba: Mais de 151 milhões de interações entre maio e julho de 2026 foram atribuídas à empresa, com o objetivo alegado de extrair capacidades do Claude para aprimorar os modelos Qwen.Moonshot e DeepSeek: Segundo a Anthropic, encaminharam conversas reais de clientes pelo Claude e usaram as respostas como dados de treinamento.Sete laboratórios: A Anthropic afirmou ter interrompido ataques de sete laboratórios chineses, incluindo Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi.Os casos aumentam a pressão sobre as empresas que desenvolvem inteligência artificial diante dos riscos associados ao uso indevido da tecnologia. Dois pesquisadores da própria Anthropic afirmaram nesta semana que o avanço rápido da IA pode levar à extinção da humanidade em um futuro não muito distante.Sobre o relatório, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento dos dados. O órgão disse que a tecnologia deve ser desenvolvida para o bem e rejeitou o que classificou como distorção de fatos e ataques contra o país.O post Anthropic identifica uso do Claude em armas e ciberataques e treinamento de IAs chinesas apareceu primeiro em Olhar Digital.