Dois PMs se tornam réus por morte de médica no Rio de Janeiro

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Dois policiais militares foram denunciados e viraram réus pela morte da médica Andréa Marins Dias, baleada durante uma abordagem em Cascadura, na zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), os agentes confundiram o carro da vítima com um veículo que era procurado por suspeita de envolvimento em roubos.A denúncia contra o subtenente José Jorge Ferreira Dias e o segundo-sargento Raphael Gomes Damasceno, ambos do 9º BPM (Rocha Miranda), foi recebida nesta quarta-feira (9) pela 2ª Vara Criminal da Capital. Os dois respondem por homicídio qualificado.O caso aconteceu em 15 de março deste ano. Os policiais faziam buscas por veículos suspeitos quando passaram a acompanhar um Corolla Cross prata. O carro, no entanto, foi perdido de vista. Leia Mais Ônibus capota na BR-393 e deixa 12 feridos no Sul Fluminense Filha é presa por matar a mãe a marteladas após suspeitar de traição no RJ PMs são presos por cobrar propina por policiamento privilegiado no RJ Ainda de acordo com a denúncia, pouco depois os agentes encontraram um Corolla Cross branco, dirigido por Andréa, que saía da casa dos pais. Os policiais fizeram vários disparos contra o veículo sem confirmar se era o mesmo carro que estava sendo procurado.A médica foi atingida por tiros no tórax e no abdômen e morreu no local.Médica morre baleada após perseguição policial no Rio | LIVE CNNPara o MPRJ, os policiais assumiram o risco de matar ao efetuarem os disparos sem confirmar a identidade do veículo. A denúncia considera imagens de câmeras de segurança privadas e da Prefeitura, além de laudos periciais.As imagens analisadas na investigação mostram que os tiros atingiram a parte traseira do carro. Segundo o Ministério Público, os disparos foram feitos de surpresa.Medidas contra os policiaisA Justiça determinou o afastamento dos dois PMs das atividades operacionais e do policiamento ostensivo. Eles deverão permanecer em funções internas e tiveram o porte funcional de arma suspenso.Os policiais também estão proibidos de manter contato com testemunhas e familiares da médica e de se aproximar deles a menos de 300 metros.A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos policiais acusados.