Dinheiro esquecido em bancos: R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados. Saiba como

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O Banco Central atualizou os dados do Sistema de Valores a Receber e confirmou que R$ 5,64 bilhões continuam esquecidos em instituições financeiras. O montante pertence a milhões de pessoas físicas e empresas que ainda têm dinheiro disponível para resgate.A queda no saldo em relação aos meses anteriores ocorreu após parte dos recursos ser transferida para um fundo público para viabilizar descontos no Desenrola 2.0. A operação entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o uso do dinheiro.Para receber valores pelo sistema, é necessário fornecer uma chave Pix ou combinar outra forma com a instituição. Imagem: @Mateus-Andre/FreepikBilhões ainda podem ser resgatadosOs dados contabilizados até julho mostram um recuo expressivo em relação aos R$ 10,6 bilhões registrados em março. Em maio, o saldo havia caído para R$ 6,2 bilhões e, em junho, chegou a R$ 5,1 bilhões.Os R$ 5,64 bilhões que ainda estão nas instituições financeiras se dividem da seguinte forma:Pessoas físicas: R$ 4,24 bilhões pertencentes a 23,6 milhões de pessoas;Empresas: R$ 1,4 bilhão pertencente a 2,2 milhões de empresas.O Banco Central mantém um sistema que permite consultar valores deixados para trás em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. A ferramenta também pode ser usada para verificar recursos em nome de pessoas falecidas.Governo usa recursos no Desenrola 2.0No começo de maio, o governo anunciou a utilização de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões dos recursos esquecidos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas.No fim do mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras e pode cobrir eventuais calotes de tomadores de crédito.“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo à época.A transferência passou a ser analisada pelo TCU. Técnicos do tribunal apuram o uso dos recursos para programas federais fora do orçamento público.A consulta permite verificar valores deixados em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Imagem: Andrzej Rostek/ShutterstockComo consultar e resgatar o valorA consulta de valores esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições é feita pelo sistema oficial do Banco Central. Para receber os valores pelo sistema, é necessário fornecer uma chave Pix. Quem não possui uma cadastrada deve entrar em contato com a instituição financeira para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.Leia mais:Pix pode chegar à Europa e permitir pagamentos em eurosFebraban Tech 2026: CEOs e presidentes discutem limites da IA nos bancosPix reduz tempo de reação dos bancos e aumenta papel da IA contra fraudesNo caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta pode ser realizada por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.Depois da consulta, é preciso entrar em contato com as instituições indicadas para verificar os procedimentos necessários para receber o dinheiro.O post Dinheiro esquecido em bancos: R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados. Saiba como apareceu primeiro em Olhar Digital.