O ministro Flávio Dino celebremente já chamou o STF (Supremo Tribunal Federal) de “Supremo Futebol Clube”.Foi quando ele e colegas, no começo do ano, resolveram não fazer nada quando as primeiras investigações do escândalo Master apontaram o envolvimento de colegas de time com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.Pareciam jogar juntos, no esforço de manter no alto os Supremos Poderes e por baixo as investigações. Ainda assim, elas fizeram muita coisa mudar. O clube se desfez e virou uma arena de luta livre, tipo vale tudo, com chute nas partes íntimas e fura olho. Leia Mais Fachin diz que atos de Moraes no inquérito das Fake News estão preservados Fachin assume relatoria do inquérito das fake news; entenda Relembre o inquérito das fake news, aberto há sete anos no STF Principalmente por parte de quem se achava na condição de escolher qual a modalidade esportiva do clube e como atuar. Hoje, o presidente dessa agremiação, Edson Fachin, resolveu tentar pôr a bola no chão.Reagiu depois de ter sido, na prática, apeado do cargo pelo mesmo Flávio Dino, que já o criticara em público no domingo (6) por querer encerrar o instrumento de exceção conhecido como inquérito das Fake News.Entre as decisões que Fachin anunciou nesta quarta-feira (9) está a de tirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria desse inquérito e submeter ao Plenário a decisão de abrir ou não uma investigação contra esse rompedor de área do Supremo, que personaliza e é o principal símbolo agora de uma crise institucional e política de grande – e imprevisível – alcance.Fachin pretende resolver também quem de fato vai mandar na Polícia Federal, a dona das destruidoras investigações do escândalo Master, mas o “Supremo Futebol Clube” provavelmente passou da fase em que tomava decisões sozinho.O mundo de fora está detestando o espetáculo, e dizendo que assim não dá mais.