À CNN, Garotinho diz que anulará privatização da Cedae

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Em entrevista à CNN Brasil, o candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, Anthony Garotinho, disse que, caso eleito em outubro, vai anular a privatização da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).“A Cedae foi privatizada aqui no Rio de Janeiro. Fraude comprovada no contrato, eu vou anular a privatização da Cedae e essa tarifa da água vai abaixar, porque a tal da Rio Mais, a Águas do Rio cobram tarifas absurdas da população e não cumprem o que está no edital”, disse.A companhia foi privatizada em abril de 2021. Na época, o leilão arrecadou R$ 22,6 bilhões na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) com a concessão da antiga estatal em blocos. As concessionárias privadas Águas do Rio, Iguá Saneamento e Rio Mais Saneamento assumiram os serviços. Leia Mais Consórcio Ceará Saneamento arremata bloco 1 da PPP da Cagece Análise de recurso de Cláudio Castro no TSE pode destravar sucessão no RJ Republicanos deve oficializar Cleitinho ao governo de MG na segunda (3) Questionado se pretende reestatizar a empresa, Garotinho explicou que seu intuito é anular a decisão.“Anular significa mostrar que o edital foi dirigido, ela volta para o estado e aí o estado faz o que quiser. Se quiser, pode até fazer uma licitação honesta. O que não pode é a população ser fraudada”, esclareceu.Na avaliação do candidato, o prejuízo não é só do estado, mas também das prefeituras que receberam dinheiro com o processo de privatização.“Todas as prefeituras receberam um bom dinheiro da privatização da Cedae, as prefeituras que fizeram isso terão que devolver o dinheiro”, destacou.“Isso não demora muito, vai judicializar, eles vão recorrer, vão tentar impedir, mas isso é necessário, porque uma empresa pública que presta um serviço essencial, nós estamos falando de água, não pode ter sido fraudada”, continuou. “O cupim da democracia é a corrupção, que é tema central dessa eleição.”AO VIVO: ENTREVISTA COM ANTHONY GAROTINHO (REPUBLICANOS), CANDIDATO AO GOVERNO DO RJ | CNN ELEIÇÕES