O Palmeiras conseguiu vantagem mínima no confronto das quartas de final da Libertadores, ao derrotar a LDU por 1 a 0 nesta quarta-feira (9), no Nubank Parque. O esforçado lateral-direito argentino Giay viveu noite inspirada e marcou o único gol da partida, o seu primeiro em mais de dois anos de Palmeiras.Um ano depois da “noite mágica” contra o mesmo rival, o time alviverde apresentou grande volume de jogo e deixou o campo um pouco frustrado por ter sido incapaz de construir um placar mais confortável. Foi uma atuação razoável, sem brilho.Não fez muito o time treinado por Abel Ferreira, mas o suficiente para jogar na altitude de Quito, no Equador, daqui a uma semana, com a vantagem do empate para se classificar às semifinais.Esquema tão venerado por Abel Ferreira, o sistema com três zagueiros foi escolhido pelo treinador, que considera possível ser muito ofensivo com uma linha de três defensores.Poderia ser um problema porque Piquerez e Giay, os dois laterais, não têm como virtude atacar. Mas o treinador estava certo, em partes, porque Giay, com menos obrigações defensivas, contribuiu como nunca no ataque.Foi do argentino o gol que abriu o placar, o primeiro em mais de dois anos de Palmeiras, aproveitando rebote como se fosse um atacante. No lance, Vitor Roque, um pouco mais confiante do que em jogos anteriores, finalizou e viu o goleiro espalmar na cabeça do lateral, que viu sua finalização de “peixinho” bater no travessão antes de entrar.O gol saiu aos 25 minutos. Antes e depois disso, o Palmeiras foi superior. Não muito, mas o suficiente para apertar os equatorianos, visivelmente inferiores tecnicamente e que decidiram encarar de frente o rival, sem limitar-se a se defender.Não fez mais gols na etapa inicial a equipe alviverde porque falhou nas conclusões e encontrou dificuldades para, tendo bastante volume de jogo, sufocar a LDU. Chegou perto de ampliar com Arias, que parou em defesa de Valle. O time equatoriano pouco produziu ofensivamente. Ainda assim, recebeu um presente de Carlos Miguel dentro da área que Estrada não soube aproveitarO primeiro tempo alviverde foi razoável. Melhor foram os minutos inicias da segunda etapa. Intenso, o Palmeiras roubou bolas, sufocou a LDU e criou para fazer o segundo. Mas ou Flaco enfeitou demais perto do gol ou Arias não estava com o pé na forma.O goleiro Valle também fez defesas importantes – a melhor delas em cabeceio de Murilo – e ajudou a esfriar o ímpeto palmeirense a partir dos 25 minutos. Depois disso, o volume foi caindo em parte por causa do desequilíbrio palmeirense ao atacar. O time fez muito pela direita, com Arias por ali e Giay em noite inspirada. E nada pela esquerda, já que Piquerez e Evangelista nada faziam senão desarmar.Faltaram também jogadas por dentro, mais articulações entre Vitor Roque, Flaco e Arias e tentativas de trabalhar a bola com seus mais técnicos jogadores.Abel Ferreira preferiu manter o esquema com três zagueiros até o fim e não abriu mão de Evangelista, volante com claras debilidades técnicas. O treinador mexeu apenas uma vez. O time cansou e seguiu incapaz de fazer mais do que lançar bolas à área