Defesa de Vorcaro vai contestar delações de Mineiro e Mansur

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A defesa de Daniel Vorcaro vai contestar as duas delações de investigados do caso Master.Os advogados vão alegar que as informações apresentadas pelos colaboradores já constavam das propostas de delação premiada de Vorcaro, que foram recusadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).O empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, conseguiu fechar um acordo de delação premiada após apresentar informações sobre o pagamento de propina em dinheiro vivo a pedido de Vorcaro. O acordo já foi homologado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master na Corte.A empresa de Mineiro fez os repasses para a produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido de dinheiro partiu do presidenciável Flávio Bolsonaro, o que torna a delação explosiva. Flávio está empatado tecnicamente com Lula na disputa no segundo turno.A outra delação é a do fundador da Reag, João Carlos Mansur. Mansur teria apresentado 17 frentes de colaboração e aceitado pagar cerca de R$ 40 milhões. O principal tema da colaboração seria a atuação da Reag na possível ocultação de valores ligados ao Banco Master. O acordo foi fechado com a PGR.A delação tira o sono da Faria Lima, uma vez que a Reag era conhecida por operar um complexo emaranhado de fundos capazes de ocultar a origem e o destinatário final do dinheiro, além de despistar os órgãos de controle. E o Master não era o único cliente. Há na lista de contratantes da gestora, grandes empresas e investidores.Conforme revelou a Polícia Federal (PF), até o PCC recorria à Reag. A operação Carbono Oculto identificou que a estrutura era utilizada para lavar dinheiro de refinarias que seriam controladas pelo crime organizado.