O tamanho das manifestações deste 7 de Setembro pode dar o tom da guerra travada no Supremo Tribunal Federal (STF) entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Leia também São PauloRenan Santos diz que números de Augusto Cury são “ascensão da covardia” São PauloAto da direita na Av. Paulista une Flávio, Tarcísio e lideranças religiosas Matheus LeitãoGoverno Lula acredita que pode atrair Augusto Cury São PauloEm igreja, Flávio pede a Deus “espada da justiça” na Praça dos Três Poderes O presidente da Corte, Edson Fachin, tem agido com cautela para cumprir todos os prazos e tentar reduzir a temperatura da crise. A intenção é evitar que o confronto continue interferindo diretamente na campanha eleitoral.Fachin deu cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem esclarecimentos.Mendonça, porém, aumentou novamente a pressão ao liberar, neste domingo, 6, para julgamento no plenário o caso envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Cabe agora a Fachin decidir quando o processo será pautado.Se os atos contra Moraes ganharem força, o presidente do Supremo poderá ficar mais pressionado a agir rapidamente. Se forem menores, Fachin terá mais espaço para aguardar as manifestações e buscar uma saída técnica que permita esfriar a crise, inclusive com pedido de perícias, análises técnicas e diligências que estiquem os prazos para depois do primeiro turno.O resumo é: Fachin tenta reduzir a temperatura mas não quer se omitir. Moraes e Mendonça seguem em clima de guerra, e não pretendem ceder. As ruas do 7 setembro, como nas últimas duas eleições presidenciais, podem adiantar ou atrasar movimentos no conturbado tabuleiro eleitoral de 2026.