O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na sexta-feira que os acontecimentos na Europa, incluindo a vitória da extrema direita em uma eleição estadual na Alemanha, foram resultado de “erros sistêmicos” cometidos pelos globalistas do Ocidente.Putin disse que não faria comentários sobre o resultado expressivo obtido no domingo (6) pela AfD, o Alternativa para a Alemanha, em Saxônia-Anhalt, mas depois acrescentou que as elites ocidentais eram responsáveis pelos acontecimentos no continente, incluindo o resultado eleitoral.“Acredito que tudo o que está acontecendo na Europa neste momento é, basicamente, resultado de erros sistêmicos cometidos pelo chamado Ocidente… pelos globalistas ocidentais na política, na segurança e na economia”, disse Putin a repórteres, segundo um relato distribuído à imprensa no primeiro dia de sua visita à Índia.“Todo mundo comete erros. Nós mesmos cometemos alguns erros, assim como o resto do mundo. Mas o problema dos globalistas do Ocidente é que, após o fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética, eles se sentiram no “topo do Olimpo” e, aparentemente, acreditaram que: primeiro, tudo lhes era permitido; e, segundo, que eram justamente eles que nunca cometiam erros”, concluiu Putin. Leia Mais Análise: Putin e Trump estão encurralados por suas próprias guerras Análise: Explosões em Moscou destroem até mesmo a armadura de Putin Entenda os principais pontos da reunião entre Putin e Xi Jinping em Pequim “Não estamos ameaçando a Europa”Putin também falou sobre os temores de que a guerra na Ucrânia poderia se estender aos países europeus.“Não existe uma ameaça desse tipo, e nunca existiu. Nós não estamos ameaçando os países europeus, nem pretendemos ameaçá-los. Por que faríamos isso? Parece que ninguém sequer considera o fato de que não temos motivos para qualquer conflito com a Europa”, afirmou o líder russo.“Todas as questões foram resolvidas como resultado da Segunda Guerra Mundial. E o que aconteceu depois, após o colapso da União Soviética, foi feito com o consentimento da Federação Russa, como sucessora da União Soviética. Tudo o que contraria esses acordos vai contra os nossos interesses e não está de acordo com os princípios fundamentais do direito internacional e da Carta da ONU”, concluiu.