O governo do Distrito Federal (DF) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso às quebras dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master e do Fundo Reag Investimentos.O objetivo é identificar os recursos “subtraídos” do Banco de Brasília (BRB) na tentativa de compra do Master e pedir a restituição dos valores. Leia Mais Mercado financeiro amplia uso de IA, mas adoção ainda é desigual Canadá prepara reforma regulatória para atrair investimentos Mercado não precifica crise institucional em caso Master, diz estrategista A Polícia Federal (PF) vê indícios de que o BRB negociou a transferência de R$ 12,2 bilhões ao Master na compra de “ativos podres” do banco de Daniel Vorcaro.O tamanho do rombo financeiro para as contas públicas do DF ainda é desconhecido.A operação foi rejeitada pelo Banco Central (BC) e hoje é investigada pelo Supremo por fraude. O presidente do BRB na época, Paulo Henrique Costa, está preso preventivamente.Na petição apresentada na quinta-feira (10) ao Supremo, o DF aponta “indícios e evidências (…) de que crimes foram perpetrados em desfavor do Banco Regional de Brasília”.Segundo o DF, o Master foi usado para a prática de diversos delitos, e por isso o patrimônio do banco é passível de “restituição imediata”.Para tentar socorrer o BRB, o DF foi ao Supremo para obrigar a União a avalizar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).O governo de Celina Leão (PP) chegou a fechar um acordo com a União que previa a garantia dos grandes bancos, mas a operação enfrentou obstáculos e não avançou.