Fazendo companhia – Parte 3

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Foto: Criada via Chat GPTDias atrás ouvi uma pessoa dizer que passou pela depressão e pela síndrome de burnout – esta, uma espécie de esgotamento psíquico e físico causado pelo estresse excessivo no ambiente de trabalho. Ela contou que durante as crises, o que mais queria era somente ter alguém do lado; não queria ficar só. Quem passa por crises de síndrome do pânico também costuma esperar pela presença de outra pessoa. Dentre os que sofrem de depressão, muitos preferem o isolamento, o que às vezes agrava o quadro.Em hospitais, muitos enfermos que não têm família padecem tanto da doença quanto da solidão, o que atrasa e dificulta o processo de cura. Igualmente em asilos e casas de repouso: quantos idosos, às vezes com familiares morando na mesma cidade, não sentem o peso da solidão e da saudade e a dor do esquecimento?Ainda que não sejamos médicos, enfermeiros, psiquiatras ou psicólogos, cada um de nós pode oferecer um remédio para esses males: as obras de misericórdia, que são sete corporais e sete espirituais. As corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar pousada os peregrinos, vestir os nus, visitar os enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos. Todas elas, de algum modo, cumprem esse papel de estar ao lado de uma pessoa que precisa – como quando alguém leva roupas para crianças de uma família carente e acaba alegrando a casa toda com sua visita. Dentre as obras de misericórdia espirituais, uma delas se aplica bem a esses casos: consolar os tristes.Somos absolutamente necessitados da presença do próprio Deus em nossa vida e a buscamos por meio das nossas orações, quando também nós podemos fazer companhia a Ele, de um modo muito particular por meio da oração meditativa, como vimos nos dois artigos anteriores. Mas Ele, em sua bondade sem fim, também se serve de sua criação para agir e consolar, o que inclui a nós e os Anjos.Um amigo meu, já senhor, está sempre visitando alguém, e assim ajuda tanto aos visitados quanto a ele mesmo. Esse ‘sair de si’ é muito saudável, e se o fizermos com a reta intenção de levar o próprio Deus, ainda que nem tenhamos ocasião de tocar em seu Nome, Ele se servirá de nós. E se o fizermos em estado de graça, certamente os frutos serão ainda mais abundantes.Com tudo isso em mente, rezemos hoje a Nossa Senhora e ao nosso Anjo da guarda perguntando se há alguém precisando da nossa companhia… Se houver, peçamos que Eles nos guiem até lá, derrubem as barreiras e nos protejam de todo perigo.O post Fazendo companhia – Parte 3 apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.