Policial federal aposentado ligado à investigação do Banco Master pede liberdade ao STF

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A defesa do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva voltou a pedir ao STF a revogação da prisão preventiva dele, após mais de 180 dias de detenção no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.No novo pedido, apresentado nesta terça-feira (22), os advogados relatam que uma solicitação de soltura protocolada em abril ainda não foi analisada. A defesa sustenta que, desde então, não houve mudança no quadro fático que justificaria a manutenção da prisão.Marilson é investigado por suposta atuação em um grupo chamado “A Turma”. Segundo os elementos citados no processo, ele teria exercido papel de liderança e participado da coleta e do repasse de informações sobre pessoas de interesse do grupo.Os advogados contestam os fundamentos usados para manter a prisão. Alegam que Marilson não teria praticado atos de violência ou grave ameaça, não teria mantido contato com testemunhas e compareceu voluntariamente à Polícia Federal quando chamado a prestar esclarecimentos.A defesa também diz que não há indícios de tentativa de fuga e menciona que o investigado tem residência fixa e vínculos familiares. Outro ponto levantado é a ausência, segundo os advogados, de elementos atuais que indiquem risco de reiteração de condutas investigadas.No pedido, a defesa afirma ainda que a prisão estaria há mais de 90 dias sem a revisão prevista no Código de Processo Penal e cita a indefinição sobre a relatoria da Petição 15.556 no Supremo.Os advogados pedem que Marilson seja colocado em liberdade. Como alternativa, solicitam que a prisão seja substituída por outras medidas cautelares.