Uma pesquisa Datafolha divulgada em julho deste ano colocou a saúde, ao lado da segurança, como um dos principais problemas do estado de São Paulo. As áreas, de responsabilidade do governo estadual, foram citadas por 27% dos entrevistados, cada uma. Os números indicam que a saúde também assume protagonismo na eleição que definirá o próximo governador.Na reta final do primeiro turno, os eleitores ainda podem se informar sobre as principais propostas dos candidatos a governador de São Paulo para a saúde. O Metrópoles analisou todos os planos de governo enviados pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TRE) e listou as principais propostas de cada campanha para as áreas da saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e mobilidade, além do que pensa cada um deles sobre as privatizações dos serviços públicos estaduais — outro tema que tem ganhado destaque na corrida eleitoral. Leia também São PauloMarketing, TV e advocacia: onde Tarcísio e Haddad gastam na campanha São PauloCom 4 novos registros, incluindo 2 bebês, SP chega a 36 casos de sarampo São PauloNa reta final do 1º turno, Lula reforça agenda em SP para fortalecer Haddad São PauloEleitorado 60+: quais são as propostas de Tarcísio e Haddad em SP Nesta reportagem, é possível conferir, em ordem alfabética, as promessas de Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) para a saúde em São Paulo. A candidata Policial Edjane (Agir) não enviou seu plano de governo ao TSE e, por isso, não será citada no texto desta segunda-feira (21/9).Veja mais abaixo:Carlos Machado (PCB)3 imagensFechar modal.1 de 3O candidato ao governo de São Paulo Carlos Machado (PCB)Divulgação/PCB2 de 3Reprodução/Instagram3 de 3Carlos Machado (PCB)Reprodução/InstagramO candidato ao governo de São Paulo pelo PCB, Carlos Machado (PCB), tem como meta ampliar o número de leitos hospitalares disponíveis a cada mil habitantes — de 1,4 leito a 3 leitos — e reduzir a desigualdade territorial para ampliar a capacidade de atendimento em municípios do interior e em regiões periféricas. Prevê, ainda, a abertura de concursos públicos para profissionais da saúde, a expansão da Rede de Atenção Psicossocial, com ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), e a volta da Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório público estadual extinto em 2025 e incorporado ao Instituto Butantan.Além disso, o plano de governo de Machado propõe reincorporar progressivamente à gestão direta do Estado a administração dos hospitais e unidades de saúde atualmente geridos por Organizações Sociais de Saúde (OSS), após uma ampla auditoria nos contratos. O candidato também quer criar conselhos populares nos níveis local, municipal, regional e estadual, que serão responsáveis por fiscalizar as verbas públicas, monitorar filas e deliberar sobre as prioridades e investimentos da política de saúde.Fernando Haddad (PT)4 imagensFechar modal.1 de 4Diogo Zacarias/Partido dos Trabalhadores2 de 4Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum - Eleições 2026Divulgação/Campanha Fernando Haddad3 de 4Fernando Haddad (PT) participa do Roda Viva, da TV Cultura. Divulgação/Diogo Zacarias Campanha - Fernando Haddad4 de 4Alessandra Ferreira/MetrópolesO candidato Fernando Haddad (PT) defende posição e tempo de espera para consultas, exames e cirurgias pelo SUS consultáveis pelo CPF, prioridade por critério clínico e comunicação direta com o paciente sobre os agendamentos pelo aplicativo Meu SUS Digital. No app, Haddad promete que os paulistas terão acesso a teleconsultas em cidades do interior e nas periferias para evitar grandes deslocamentos em busca de atendimento médico.Outra promessa é a de integrar o posto, o ambulatório, o hospital e o laboratório para unificar registros clínicos e, segundo o candidato, facilitar a continuidade dos atendimentos. O petista quer, ainda, fortalecer o programa Farmácia Popular no estado de São Paulo e conectar ambulâncias a hospitais de urgência e emergência e a uma central de monitoramento e regulação dos leitos, com suporte da telessaúde e da inteligência artificial.Izadora Dias (PCO)3 imagensFechar modal.1 de 3Izadora Dias, a candidata do PCO ao governo de São PauloReprodução/Instagram2 de 3Izadora Dias (PCO)3 de 3Reprodução/InstagramIzadora Dias, do PCO, quer mais verbas para a saúde pública. Ela diz que “não pode haver limite nos gastos para salvar a vida do povo”. Também fala em um “plano de emergência” para a construção de hospitais e de postos de saúde “em todo o país”. A candidata, porém, não estipula o impacto fiscal de ambas as medidas nem detalha a compensação financeira para evitar déficit nas contas públicas do estado de São Paulo.Apesar de ser candidata a governadora, Izadora propõe, ainda, a volta do programa Mais Médicos e a validação imediata de todos os diplomas de médicos brasileiros e estrangeiros residentes no país. Por fim, a candidata do PCO prevê a abertura de “centenas” de cursos de medicina e enfermagem com livre acesso, ou seja, sem vestibular, nas universidades públicas, para suprir a falta de profissionais, e piso salarial de R$ 8 mil para os profissionais da saúde.Tarcísio de Freitas (Republicanos)4 imagensFechar modal.1 de 4O governador Tarcísio de FreitasEvander Portilho / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas2 de 4Rodrigo Tammaro/Metrópoles3 de 4Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas@tarcisiogdf/Instagram/Reprodução4 de 4Rebeca Ligabue/MetrópolesO candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) promete implementar o programa SP Inova Saúde, prevendo um aumento de 40% no número de teleatendimentos para levar especialistas a regiões de difícil acesso. O plano de governo dele também fala em criar o “Histórico Clínico Digital Unificado” para conectar e integrar dados clínicos de municípios, ambulatórios e hospitais do SUS. Tarcísio também promete reduzir as filas no SUS e tem como meta atingir cobertura vacinal mínima de 95% nas vacinas monitoradas pelo IGM SUS Paulista em 80% dos municípios paulistas.O atual governador quer, ainda, criar um programa específico para saúde mental e uma política estadual de promoção de atividade física, bem como fortalecer a rede estadual de atendimento a vítimas de violência sexual. Por fim, propõe implementar Hubs Regionalizados de Cuidados em Crack e Outras Drogas em outros municípios para atendimento gratuito, orientação e encaminhamento para tratamento e expandir os Espaços Prevenir para oferta de apoio psicossocial, com foco na prevenção de recaídas.Vera Lúcia (PSTU)3 imagensFechar modal.1 de 3Vera Lúcia (PSTU)@vera_pstu/Instagram/Reprodução2 de 3Vera Lúcia (PSTU) é candidata ao governo de SPWikimedia Commons/Romerito Pontes3 de 3Wikimedia Commons/Romerito PontesO plano de governo de Vera Lúcia (PSTU) fala em reestatizar hospitais e abrir concursos públicos para a contratação de profissionais da saúde. A candidata promete, ainda, a ampliação de hospitais, ambulatórios de especialistas, centros de diagnósticos e leitos públicos em regiões com maior déficit e a criação de um plano estadual de redução de filas, com divulgação pública do número de pacientes, tempo de espera, especialidade, procedimento e região.A postulante a governadora também fala em fortalecimento da Furp e do Instituto Butantan para ampliar a produção de medicamentos, vacinas, soros e insumos destinados ao SUS. Vera Lúcia prevê a descriminalização do consumo de drogas, “tratando a adicção como uma questão de saúde pública, com tratamento médico, psicológico e preventivo gratuito pelo SUS”.A candidata diz, por fim, querer usar o “peso político” do estado de São Paulo para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o direito ao aborto legal realizado pelo SUS a critério da gestante.Vivian Mendes (UP)2 imagensFechar modal.1 de 2Vivian Mendes (UP)2 de 2Vivian Mendes é a candidata da UP ao governo de São PauloVivian Mendes, candidata da UP ao governo de São Paulo, propõe substituir a gestão privada dos serviços estaduais de saúde, realizada por organizações sociais, pela administração pública direta. A candidata prevê que a Secretaria de Saúde reassuma integralmente a gestão de hospitais, ambulatórios, centros especializados e demais equipamentos públicos.O plano de governo fala também em fortalecer o SUS, com foco na atenção primária, e em reduzir filas por meio da realização de concursos para contratação de profissionais, da abertura de novos serviços, da modernização da infraestrutura hospitalar e da utilização integrada dos equipamentos públicos existentes. Outra promessa é a de apoiar a produção de medicamentos, vacinas e tecnologias nos institutos públicos de pesquisa, universidades estaduais e na indústria nacional.