O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) evitou comentar, nesta segunda-feira (21/9), sobre o contrato de R$ 427 milhões relacionado à chamada “Turma do KN”, que aparece em documentos do Caso Master. O documento, que seria sobre o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi revelado pelo Metrópoles, na coluna de Andreza Matais.Questionado sobre o assunto durante uma coletiva de imprensa em Natal (RN), Flávio afirmou que não tinha informações suficientes para se manifestar sobre o assunto.“Eu não sei se a história é essa, eu não tenho condição de falar do que eu não sei o que é, eu não sei do assunto”, declarou. Leia também Igor GadelhaImpedido sobre Moraes, Nunes Marques avalia votar no processo de Mendonça Andreza MataisR$ 427 milhões: o contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro BrasilImagens mostram Moraes em jatinho de Vorcaro após contrato de R$ 50 milhões Andreza MataisAdvogado pede investigação do CNJ para desembargador da “turma do KN” Contrato de R$ 427 milhõesO documento, localizado em um arquivo enviado pela Polícia Federal a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), prevê honorários de R$ 427 milhões em caso de êxito em ações que poderiam destravar cerca de R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse do empresário Daniel Vorcaro.O acordo envolve o escritório de advocacia da advogada Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Nas mensagens extraídas do celular de Vorcaro, os dois aparecem associados à expressão “Turma do KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF.As conversas também registram pedidos atribuídos a Newton Ramos relacionados ao ministro, como uma reserva de hospedagem no hotel Fasano. Em outra mensagem, uma assessora identifica “KN” como Kassio Nunes Marques ao repassar a Vorcaro um pedido de diária no hotel.O contrato prevê honorários equivalentes a 5% dos valores recebidos pelo banco em 12 processos relacionados a indenizações decorrentes do controle de preços realizado pelo antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O Banco Master aparece nos documentos como credor ou cessionário dos créditos.5 imagensFechar modal.1 de 52 de 53 de 54 de 55 de 5O que dizem os envolvidosEm nota divulgada pela coluna, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que nunca votou a favor de Vorcaro ou do Banco Master, não trocou mensagens com o empresário e não autorizou terceiros a falar em seu nome. Sobre o julgamento relacionado às usinas de cana-de-açúcar, disse que inicialmente constava como impedido, mas posteriormente entendeu que a restrição não se aplicava ao caso e votou.O desembargador Newton Ramos afirmou que sua mulher presta serviços jurídicos ao Banco Master e que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados. Ele negou ter julgado causas de interesse do banco e disse que as situações envolvendo imóveis e transportes eram de caráter privado.