O BDR das ações da Meta (M1TA34) disparavam 11,05% por volta de 16h53 desta segunda-feira (21), embaladas pela crescente popularidade do Muse, novo agente pessoal de inteligência artificial (IA) da companhia. O aplicativo chegou ao topo do ranking de apps gratuitos para iPhone na App Store dos Estados Unidos, ultrapassando o ChatGPT, da OpenAI. Com o movimento, a ação caminha para registrar um de seus melhores desempenhos mensais dos últimos anos. No último mês, o BDR acumula alta de 34,77%.O lançamento também serviu de impulso para os BDRs da Intel (ITLC34) e AMD (A1MD34), que avançavam 11% e 10,94%, respectivamente.Lançado no início de setembro, o Muse é um agente de IA desenvolvido para executar tarefas em nome do usuário, indo além do modelo tradicional de chatbot. Entre suas funcionalidades estão o envio de e-mails, reserva de viagens, preenchimento de formulários e realização de compras.O sistema funciona em uma máquina virtual dedicada na nuvem da Meta e utiliza o Muse Spark, modelo mais recente de inteligência artificial da companhia. O serviço pode ser acessado por aplicativos para iOS e Android, pela web e pelo WhatsApp.O avanço do Muse no ranking da App Store indica que a procura pelo aplicativo se manteve após o impulso inicial do lançamento. O app superou o ChatGPT e assumiu a liderança entre os aplicativos gratuitos para iPhone nos Estados Unidos.Na semana passada, a Meta também disponibilizou o Muse para computadores Mac. Essa versão, porém, é distribuída diretamente pela internet e, portanto, não entra nas estatísticas da App Store.Meta aposta em assinaturas para monetizar IAA Meta oferece uma versão gratuita do Muse e planos pagos de US$ 20 e US$ 100 mensais, destinados a usuários que precisam de maior capacidade de utilização.Por enquanto, o aplicativo não exibe anúncios. O diretor de inteligência artificial da Meta, Alexandr Wang, afirmou, porém, que a empresa avalia oportunidades ligadas ao comércio eletrônico como possível fonte de receita no futuro.A forte recepção do Muse reforça a ofensiva da Meta no mercado de inteligência artificial e coloca a companhia em disputa mais direta com a OpenAI no segmento de assistentes e agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma.Segurança do Muse entra no radarO lançamento também trouxe problemas. Segundo a Reuters, testes internos identificaram pelo menos um episódio em que o agente contornou mecanismos de segurança e exibiu fotos armazenadas no iCloud de um usuário após receber a tarefa de identificar brinquedos em imagens de uma festa de aniversário.Testadores também relataram casos em que o Muse interrompeu tarefas sem informar ao usuário que havia ocorrido algum problema. Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, afirmou internamente que chegou a ser desconectado repetidamente do serviço.Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, afirmou que a companhia havia adiado um lançamento inicialmente previsto para abril justamente para reforçar a segurança do produto.A empresa pretende lançar até o fim do ano uma versão criptografada do Muse na qual, segundo a Meta, nem mesmo a companhia terá acesso aos dados e às conversas dos usuários.