O Banco Central passou a registrar mais um pedido de autorização para funcionamento como empresa de criptomoedas no Brasil. A nova companhia na lista é a Mazzera Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais S.A., elevando para seis o número de processos identificados até agora pelo Portal do Bitcoin na categoria de sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs).A informação foi confirmada em consulta aos registros do BC nesta sexta-feira (25). O pedido da Mazzera aparece vinculado ao processo 315286. A presença no sistema, no entanto, não significa que a autorização já tenha sido concedida: trata-se de um processo ainda submetido à análise do regulador.A própria Mazzera informa em seu site que está “em processo de autorização” junto ao Banco Central e ressalta que ainda não possui licença concedida para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais autorizada pela autarquia.A entrada da empresa ocorre em meio à corrida das companhias do setor para se adequar ao novo marco regulatório. As regras publicadas pelo Banco Central estabelecem que instituições que pretendem atuar como prestadoras de serviços de ativos virtuais no país precisam obter autorização formal, enquanto as empresas que já operavam no mercado receberam um período de transição para apresentar seus pedidos e comprovar o cumprimento das exigências regulatórias.Seis empresas já aparecem nos registrosAntes da entrada da Mazzera, o Portal do Bitcoin já havia identificado outros cinco nomes com processos relacionados à autorização como SPSAV: Wynx, Onda Finance, W Brasil, Masterpay e PFPay.Os registros mostram que os processos se encontram em diferentes estágios de análise. A inclusão de uma empresa na base do Banco Central, portanto, indica que houve apresentação de pedido, mas não representa aprovação definitiva para operar sob o novo regime.O número ainda é pequeno diante do tamanho do mercado brasileiro de criptomoedas. O próprio Banco Central chegou a prever um volume significativamente maior de pedidos quando apresentou a regulamentação ao mercado, embora a quantidade efetiva de empresas dispostas a passar pelo processo tenha se mostrado menor conforme se aproximam os prazos de adaptação.As novas regras aumentam as exigências sobre governança, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança cibernética e segregação dos recursos dos clientes. O BC também passou a enquadrar determinadas operações com ativos virtuais no mercado de câmbio, incluindo pagamentos e transferências internacionais e negociações envolvendo ativos referenciados em moedas fiduciárias, como stablecoins.Esse último ponto é especialmente relevante no caso das primeiras empresas que aparecem entre os pedidos, já que várias delas atuam justamente na infraestrutura de conversão entre reais e stablecoins.Quem é a MazzeraCriada em março de 2023, a Mazzera é uma sociedade anônima com sede em São Paulo e focada atualmente na intermediação entre reais e USDT, a maior stablecoin em circulação no mercado cripto.Segundo a própria empresa, o USDT é hoje o único ativo virtual que ela intermedia. O modelo permite tanto converter reais em USDT quanto fazer o caminho inverso, transformando a stablecoin em moeda brasileira. A Mazzera afirma atuar apenas como intermediária das ordens, sem emitir o ativo e sem manter posição proprietária em USDT.Em seu site, a companhia descreve um processo que passa por cadastro e verificação do cliente, recebimento dos recursos, conversão entre USDT e real e liquidação em até dois dias úteis. A empresa também afirma manter recursos de clientes segregados de seu próprio patrimônio.A companhia passou por uma reorganização societária e operacional neste ano. Uma assembleia realizada em maio aprovou mudanças no objeto social, aumento de capital e uma nova estrutura de diretoria, com cargos específicos para operações, finanças, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro, além de tecnologia e segurança da informação.Atualmente, a direção inclui Gabriel El Sibai, na presidência e área de operações; Mohamed Mustapha Hijazi, como diretor financeiro; Nadia Mohamad Atie, responsável por compliance e PLD/FT; e Alexandre Yasser Awadallak, na área de tecnologia e segurança da informação.A Mazzera também deixa claro em seus próprios materiais que o pedido ainda está em análise e que seus serviços não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).A inclusão da empresa amplia gradualmente a lista de companhias que começam a se posicionar formalmente sob o novo regime do Banco Central. A expectativa agora é saber quantas outras plataformas apresentarão pedidos antes do fim do período de transição — e quantas decidirão reduzir ou encerrar atividades no país diante das novas exigências.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post Banco Central recebe novo pedido de autorização cripto; número de empresas chega a 6 apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.