A campanha eleitoral para presidente chegou na curiosa situação na qual o foco analítico está fechado mais no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que em seu principal oponente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).É que estamos na hora de saber se quase R$ 300 bilhões em bondades distribuídas pelo candidato à reeleição invertem o que as pesquisas sugerem ser uma tendência. Suave, porém muito clara.A tendência que situa os dois contendores em empate – técnico – também no primeiro turno. Isto aconteceu pela primeira vez a menos de mês, e cada nova pesquisa confirma essa situação. Leia Mais Lula reforça discurso de que Bolsonaros governam para milionários Lula reforça discurso de que Bolsonaros governam para milionários Campanha de Flávio avalia se defende ou não proibição total de bets Os otimistas dentro da campanha de Lula calculam que as bondades – reajuste do Bolsa Família é apenas a mais recente – vão formar uma massa crítica decisiva. Os mais céticos se perguntam qual o motivo disso não ter acontecido ainda – ou, pelo menos, como se antecipava.Daí a razão da campanha buscar ainda mais duas balas de prata, proibindo bets e aliviando a vida de famílias endividadas.Consideram que o escândalo do Master e a crise institucional com o STF (Supremo Tribunal Federal) causaram estrago, mas já estaria, digamos, precificado. Em certo sentido, está.E se distribui mais ou menos pelos dois lados – não se trata aqui de criar falsas equivalências, mas, sim, de averiguar como o eleitor classifica fatos dos quais toma conhecimento.Mesmo assim a zona de conforto para Lula é muito estreita.Levantamentos indicam que candidatos à reeleição estavam em posição melhor do que ele nesta altura da competição. Pode-se atribuir isso a fatores de longo prazo, especialmente na economia, que trabalham contra Lula.Daí a ênfase nas bondades. É nesse sentido que o tempo está passando rápido para Lula.