O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou no sábado (26) os Estados Unidos de impor um bloqueio energético a Cuba e afirmou que as medidas equivaliam a um bloqueio naval, que ele descreveu como um “ato de guerra” segundo o direito internacional.Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, Rodríguez afirmou que Washington intensificou, desde janeiro, o que chamou de pressão econômica de longa data sobre Cuba, usando “intimidação e coerção” para impedir que outros países exportassem combustível para a ilha caribenha.“Desde janeiro de 2026, essa agressão se intensificou e se tornou mais cruel e perigosa com a imposição de um bloqueio energético“, disse Rodríguez. Leia Mais Na ONU, chanceler da Rússia pede fim do bloqueio dos EUA contra Cuba Trump prevê acordo com Cuba e diz que uso de força não deve ser necessário China critica postura dos EUA sobre Irã e Cuba na Assembleia Geral da ONU O chanceler afirmou que a política econômica dos EUA em relação a Cuba visa causar dificuldades ao povo cubano, chamando-a de “punição coletiva”.Rodríguez afirmou que Cuba continua disposta a dialogar com os Estados Unidos para abordar as diferenças bilaterais, mas apenas com base no respeito, na igualdade soberana e sem pré-condições.“Cuba não é uma ameaça”, disse ele. “O que é uma ameaça é o bloqueio.”Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?