Omoda QQ será truque da Chery contra BYD Dolphin e Geely EX2 no Brasil

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O Chery QQ marcou época no Brasil como um dos primeiros carros chineses do país e com um preço muito baixo. Mas essa fase ficará no passado. O hatch retornará em 2027 completamente transformado, agora como um carro elétrico e pela Omoda.A informação foi apurada e confirmada pelo jornalista João Anacleto, do canal A Roda, apontando a estreia do compacto como a principal cartada do grupo chinês para tentar frear as vendas do BYD Dolphin. Ele já roda em testes no Brasil, conforme mostram os flagras publicados pelo canal Falando de Carro. Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Apesar de retomar o nome QQ, o novo carro não tem nada a ver com o subcompacto que conhecemos. Na China, ele é vendido pela Chery, porém será usado no mercado global como parte da linha da Omoda, posicionando-se abaixo do SUV Omoda E5. Ser oferecido pela Omoda, que já conquista o público nacional, vai ajudar a afastar a fama do QQ antigo, de uma fase em que as fabricantes chinesas ainda não tinham a qualidade vista hoje em dia.View this post on Instagram Continua após a publicidadeO objetivo da Omoda é ter um carro elétrico na mesma faixa de preço que BYD Dolphin, Geely EX2, MG4 Urban e GAC Aion UT, em um segmento considerado importante para a consolidação das novas fabricantes asiáticas por aqui.As proporções do novo carro evidenciam a evolução da arquitetura. Construído sobre a plataforma modular T12, o hatch mede 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura. Na prática, ele é consideravelmente maior que a geração anterior e supera o Geely EX2 em 6 cm no comprimento. A grande vantagem estrutural, porém, está na distância entre-eixos de 2,70 m, número idêntico ao de um Toyota Corolla, o que sugere um aproveitamento de espaço e amplo conforto para quem viaja atrás. Continua após a publicidade–Falando de Carro/InstagramAvistado em testes no Brasil pelo jornalista Renato Maia, do canal Falando de Carro, o hatch tem um design externo com formas arredondadas características do segmento para auxiliar na eficiência energética das baterias. Continua após a publicidadeA dianteira exibe faróis retangulares (embora arredondados) e capô curto. As lanternas têm formato semelhante ao dos faróis, e as maçanetas semi-embutidas nas portas limpam o arrasto lateral. Na traseira, um spoiler integrado ao teto e o para-choque com seção inferior sem pintura tentam transmitir volume ao conjunto.A cabine acompanha a evolução e assume o padrão minimalista típico dos elétricos recentes. Os comandos físicos foram drasticamente reduzidos e as funções do carro se concentram em uma ampla central multimídia de 15,6 polegadas. O motorista conta ainda com um quadro de instrumentos digital e um console central elevado, recurso que divide os bancos dianteiros e aproxima a ergonomia daquela encontrada em sedãs de categorias superiores, além de oferecer iluminação ambiente ajustável em diferentes tonalidades.–Chery/Divulgação Continua após a publicidadeO conjunto motriz foge da convenção dos elétricos mais acessíveis ao adotar a tração traseira, impulsionada por um motor de 123 cv. Essa configuração, aliada à adoção de suspensão traseira do tipo multilink, sugere um comportamento dinâmico mais equilibrado e neutro em curvas, além de aliviar o eixo dianteiro do trabalho de tracionar e esterçar simultaneamente. O raio de giro de 5,2 m garante facilidade de manobra em garagens e vias apertadas.A energia é armazenada por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com 42,7 kWh de capacidade. Os dados de fábrica, homologados sob o otimista ciclo chinês CLTC, declaram uma autonomia de 420 km. Pelos critérios do Inmetro, o alcance declarado deve ficar entre 280 km a 300 km.Os melhores carros elétricos até R$ 150.000 para comprar em 2026 Continua após a publicidadeA engenharia estrutural também recebeu atenção. A carroceria atual é formada por 82% de aço de alta resistência, contando ainda com 16% de aço conformado a quente nas colunas e zonas de impacto. Essa rigidez torcional aprimorada protege os ocupantes em colisões e contribui para o silêncio a bordo, isolando melhor as vibrações do asfalto.O agendamento do lançamento para janeiro de 2027 indica que a Omoda estruturará sua rede de concessionárias antes de focar em volume de vendas. A disputa entre os elétricos de entrada tem exigido agressividade comercial, e a chegada do QQ precisará vir acompanhada de uma política de valores atraente. O pacote técnico e as dimensões sugerem que o hatch deverá se posicionar na faixa dos R$ 150.000, justamente onde o BYD Dolphin dita o ritmo do segmento. Publicidade