"Privatização da Sabesp precisa ser investigada", diz Alckmin com Haddad

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O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta terça-feira (22/9) que a privatização da Sabesp em São Paulo “precisa ser investigada”. “Como é que pode a empresa das mais valiosa do mundo ter um comprador, um? Não é possível”, afirmou.A fala ocorreu durante um comício com representantes de movimentos sociais e culturais, no Espaço Cultural Elza Soares, no bairro Campos Elíseos, localizado na região central da capital paulista.Privatizada na gestão Tarcísio, a companhia de saneamento básico teve salto de lucro e aumento de reclamações de clientes, além de acidentes. Em julho de 2024, o Grupo Equatorial investiu em 15% da empresa por cerca de R$ 6,9 bilhões.“Nós estamos de marcha ré. Piorou a segurança, piorou a educação, piorou a corrupção, os desvios da Fazenda”, destacou Alckmin ao citar a sabatina de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, na Record TV após Tarcísio faltar ao compromisso que seria um debate eleitoral, nessa segunda (21/9).Na ocasião, Alckmin também mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta terça (22/9) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e defendeu a paz, assim como acordos internacionais.O vice-presidente do país apontou que, de março a agosto deste ano, as exportações para a União Europeia aumentaram 26% em comparação ao ano passado. “Mesmo com o tarifaço americano, nós estamos batendo o recorde de exportação, porque abrimos mercado aí para o mundo inteiro. Está se trabalhando Mercosul-Canadá, Mercosul-Japão, ampliando a lista de preferência tarifária com a Índia e com o México”, detalhou. Também destacou que, neste governo federal, caíram a inflação, o desmatamento e o desemprego no Brasil. Ao citar a família Bolsonaro, o ex-governador de São Paulo opinou que “quem não acredita na democracia e no julgamento popular não deveria disputar a eleição”, em referência a Flávio Bolsonaro (PL), atualmente o principal adversário de Lula na corrida presidencial.Alckmin apontou ainda que o Banco Master foi criado e cresceu no governo Bolsonaro. “Foi no governo Lula que o banco foi fechado e o seu Daniel Vorcaro está preso”, afirmou. Disse ainda que o presidente Lula “vai agir firme” contra as bets.6 imagensFechar modal.1 de 6Geraldo Alckmin e Fernando HaddadRebeca Ligabue/Metrópoles2 de 6Geraldo Alckmin, vice-presidente da República durante comício em São PauloRebeca Ligabue/Metrópoes3 de 6Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Marina SilvaRebeca Ligabue/Metrópoles4 de 6Marina Silva, candidata ao Senado por São PauloRebeca Ligabue/Metrópoles5 de 6Geraldo Alckmin e Fernando Haddad Rebeca Ligabue/Metrópoles6 de 6Geraldo Alckmin em São PauloRebeca Ligabue/Metrópoles No evento desta terça, Haddad classificou a extrema direita como uma “patologia política”. “Vai se consumir, é destrutiva”, avaliou.Haddad também pediu apoio dos participantes dos movimentos sociais para ir às ruas nos próximos 12 dias, até o primeiro turno das eleições, com o objetivo de virar voto. “Vamos afastar o retrocesso, o reacionarismo, sobretudo aqui em São Paulo com as elites”, disse.No ato, Marina Silva (Rede), candidata ao Senado, discursou em prol da soberania brasileira. Ela defendeu o enfrentamento em relação às big techs.“Esse mundo sem lei que é o mundo digital”, definiu. “Precisamos sair da dependência do uso de combustível fóssil, que é a razão do aquecimento do nosso planeta”, acrescentou Marina.A candidata também recomendou a intensificação da campanha eleitoral nesta reta final. ”Daqui para a frente a gente não pode baixar a guarda um minuto. Devemos nos declarar em estado permanente de campanha”, disparou.Marina finalizou dizendo que a população paulista não tem “nenhum motivo” para votar nos adversários dela e de Simone Tebet (PSB). Citou nominalmente os candidatos Guilherme Derrite (PP), Ricardo Salles (Novo) e André do Prado (PL).“Eles tiveram oportunidade e não cuidaram das mulheres paulistas. É triste eles falarem que o problema da violência contra as mulheres está resolvido”, lamentou Marina. “Vamos votar nelas e não neles.”