Esta terça-feira (22/9) marca o início da primavera em todo o hemisfério sul do planeta. No estado de São Paulo, a chegada da estação também vem com previsões que exigem cautela, especialmente dada a influência do fenômeno climático El Niño.Segundo a Defesa Civil do estado, a previsão é de chuvas acima da média histórica e possibilidade de episódios de calor intenso em São Paulo. Os temporais também devem ser mais frequentes.Os eventos mais extremos, segundo meteorologistas, estão diretamente relacionados ao El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e que altera a circulação atmosférica, favorecendo a ocorrência de chuvas fortes e temporais em São Paulo.Ainda de acordo com a Defesa Civil, as chuvas ao longo da estação podem ser irregulares, tanto em tempo quanto em regiões atingidas. Os episódios de chuva intensa também poderão se alternar com períodos secos e temperaturas elevadas.“Nos momentos que antecedem a chegada de sistemas meteorológicos, a atuação de ventos mais quentes poderá provocar elevações acentuadas das temperaturas, com possibilidade de ondas de calor durante a estação”, afirmou o órgão. Leia também Vida & EstiloPrimavera começou: 7 frutas da estação ricas em vitamina C e nutrientes Minas GeraisEl Niño coloca agricultura de Minas em alerta para a primavera São PauloSão Paulo deve ter tempestades curtas e intensas com avanço do El Niño BrasilEl Niño tem 90% de chance de ser “muito forte” no Brasil durante primavera El NiñoO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou, na última semana, que há mais de 90% de chance do El Niño atingir uma intensidade muito forte na primavera deste ano. A partir desta terça, o país adota as condições meteorológicas da estação do ano, trazendo chuva acima da média a algumas regiões e intensificação da seca para outras.Além disso, o Inmet projetou que há 75% de chance do evento ser o mais intenso dos últimos 76 anos, com base na análise de boletins climáticos da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA. O Metrópoles ouviu especialistas para compreender os impactos do fenômeno no Brasil ainda neste ano.Segundo a previsão climática, o cenário de instabilidade no tempo provocado pelo fenômeno coloca o país em alerta para eventos meteorológicos extremos ao longo do trimestre entre setembro e novembro. O risco de desastres com temporais no Sul, a seca que degrada a Amazônia e o possível colapso produtivo no agronegócio são pontos que mais exigem atenção do Brasil.