A 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão realiza discussões voltadas à competitividade e a produtividade da pluma brasileira. Apostando no consumo de fibras naturais e o aumento da produção para o abastecimento de mercados globais, o evento reúne produtores, técnicos, fornecedores de insumos, instituições financeiras e outros integrantes da cadeia produtiva.Segundo o diretor-executivo da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Marcio Portocarrero, o Brasil tem espaço para ampliar em cerca de 10% ao ano a produção de algodão e manter a trajetória de crescimento no mercado internacional,Segundo Portocarrero, o encontro é importante para definir estratégias para os próximos anos e preservar a posição brasileira de destaque no comércio global da fibra. “Há espaço para um crescimento programado de 10% ao ano. Para isso, nós temos um desafio maior ainda, que é estimular o consumo”, afirmou. Leia Mais Algodão: Brasil exporta 3,37 milhões de toneladas e bate recorde Exportações brasileiras de algodão crescem 21,8% em julho Celulose brasileira preserva competitividade apesar de recuo pontual O executivo destacou que o setor produtivo brasileiro possui condições para ampliar a oferta, com disponibilidade de terras e tecnologias. Para ele, porém, o crescimento da produção precisa ser acompanhado por uma expansão da demanda.“Os produtores têm capacidade para fazer isso, tem espaço, terra e tecnologia. Nós temos potencial de destravar o mercado e trazer o consumo de volta para as fibras naturais”, disse.Concorrência com fibras sintéticasPortocarrero apontou a concorrência dos materiais sintéticos como um dos principais desafios para o avanço do algodão no mercado têxtil. Segundo ele, o setor precisa recuperar espaço entre os consumidores e ampliar a participação das fibras naturais.A estratégia da cadeia, de acordo com o executivo, envolve combinar o aumento da produção com ações voltadas à expansão do consumo. A expectativa é que, com o mercado destravado, o Brasil consiga sustentar o crescimento da oferta e ampliar sua participação no comércio internacional.“É uma expectativa positiva. Os produtores têm capacidade para fazer isso”, afirmou.O Brasil atualmente ocupa posição de liderança nas exportações mundiais de algodão, e a Abrapa vê potencial para uma expansão ainda maior da atividade nos próximos anos.Oferta global de algodão equilibra preços diante da guerra