Assaí (ASAI3) vai vender combustível: compra 18 postos por até R$ 80 milhões e mira rede com mais de 100

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Assaí (ASAI3) vai vender combustível: compra 18 postos por até R$ 80 milhões e mira rede com mais de 100O Assaí (ASAI3) decidiu entrar no mercado de combustíveis com a compra de 18 postos já instalados em lojas da rede no estado de São Paulo. O negócio pode alcançar R$ 80 milhões e representa uma nova tentativa da companhia de aproveitar melhor o grande número de clientes e veículos que passam por suas unidades todos os meses.A operação foi acertada com o Centro de Conveniências Millennium, atual responsável pelos postos. No entanto, a transferência ainda não está concluída. O acordo depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da obtenção de licenças e do cumprimento de outras condições previstas no contrato.Na B3, as ações da Sendas Distribuidora, dona da marca Assaí, são negociadas pelo ticker ASAI3, conforme os dados do Status Invest.Entender como novas atividades podem afetar os resultados de uma empresa é importante antes de escolher uma ação. A Suno preparou três livros gratuitos para ajudar nessa análise. Baixe os materiais aqui.O que o Assaí (ASAI3) está comprando?O Assaí não começará essa operação construindo postos do zero. As 18 unidades já existem e funcionam dentro de áreas pertencentes a lojas da companhia em São Paulo.Na prática, o Assaí assinou um contrato para adquirir as sociedades responsáveis por esses postos. Isso significa que a empresa passará a controlar os negócios que vendem combustíveis nesses pontos, caso todas as etapas da transação sejam cumpridas.O comunicado não detalha individualmente as cidades onde os postos estão localizados. A informação divulgada é que todas as unidades ficam no estado de São Paulo e estão instaladas em lojas da própria rede.A aquisição poderá custar até R$ 80 milhões, divididos da seguinte forma:R$ 40 milhões serão pagos como sinal após a aprovação prévia do Cade;R$ 35 milhões serão pagos conforme for concluída a aquisição das sociedades que controlam os postos;até R$ 5 milhões poderão ser desembolsados se determinadas metas previstas no contrato forem alcançadas.Essa última parcela é chamada de earn-out. Trata-se de um pagamento adicional condicionado ao cumprimento de objetivos acertados entre comprador e vendedor.Quando os postos passam para o Assaí?Embora o contrato já tenha sido assinado, o Assaí não assumirá imediatamente a operação dos estabelecimentos. O Centro de Conveniências Millennium continuará responsável pelos postos durante o período de transição.Segundo as informações divulgadas, o Assaí poderá assumir cada unidade somente a partir de 31 de julho de 2027, desde que as condições necessárias sejam cumpridas.Além da aprovação do Cade, a operação depende de licenças regulatórias e ambientais. Como postos de combustíveis armazenam e comercializam produtos inflamáveis, o funcionamento exige autorizações específicas e o cumprimento de normas de segurança e proteção ambiental.Por isso, a compra será executada por etapas. O pagamento integral de R$ 80 milhões também não está garantido, pois uma parte do valor depende das metas contratuais.Por que um atacarejo quer vender combustível?A estratégia está ligada ao fluxo que o Assaí já recebe. De acordo com a companhia, aproximadamente 40 milhões de clientes passam por suas lojas todos os meses. As unidades também recebem cerca de 20 milhões de veículos mensalmente.A ideia é transformar parte desse movimento em uma nova fonte de receita. O cliente poderá fazer as compras e abastecer o automóvel no mesmo local, enquanto o Assaí aproveita estacionamentos, terrenos, infraestrutura e endereços que já fazem parte de sua operação.Em termos simples, a empresa tenta ganhar mais com uma estrutura que já possui. Em vez de depender apenas da venda de alimentos, bebidas e outros produtos, a rede poderá gerar receita também com combustíveis.A presença dos postos pode ainda ampliar o tempo e a frequência de visita dos consumidores. Um motorista pode ir até a unidade apenas para abastecer e aproveitar a viagem para fazer compras, enquanto quem já está no atacarejo ganha uma opção adicional de conveniência.A companhia, porém, não informou quanto espera faturar com os postos nem apresentou uma estimativa de contribuição para o lucro. Também não detalhou quais bandeiras serão utilizadas ou como será formada a política de preços dos combustíveis.Assaí vê espaço para mais de 100 postosOs 18 estabelecimentos representam apenas a primeira etapa do projeto. Estudos internos da companhia indicam potencial de longo prazo para uma rede com mais de 100 postos instalados em lojas do grupo, incluindo as unidades previstas no acordo atual.Isso não significa que o Assaí já tenha aprovado a abertura ou a compra de todos esses postos. A expansão será analisada caso a caso e dependerá da viabilidade econômica de cada endereço, da disponibilidade de espaço, das licenças necessárias e das aprovações internas da companhia.A estratégia tem uma vantagem operacional: o Assaí não precisaria necessariamente comprar novos terrenos para crescer nesse segmento. Parte da expansão poderá ocorrer dentro das áreas das lojas existentes, aproveitando o movimento de consumidores e veículos que a rede já possui.Ainda assim, o negócio de combustíveis envolve riscos próprios, como oscilações nos preços do petróleo, concorrência regional, margens de comercialização, exigências ambientais e necessidade de capital para adaptar as unidades.Para os acionistas, o principal ponto será acompanhar se os postos de combustíveis do Assaí conseguirão gerar receita adicional e aumentar o movimento nas lojas sem elevar excessivamente os custos, a dívida ou os riscos operacionais da companhia.