Fusão Paramount-Warner Bros. Discovery é liberada após acordo

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Os procuradores-gerais estaduais que entraram com uma ação para impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery — empresa controladora da CNN — pela Paramount chegaram a um acordo, abrindo caminho para que as empresas concluam a fusão.O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que liderou a coalizão de 12 estados que entrou com a ação para impedir a fusão, anunciou o acordo em uma coletiva de imprensa em Los Angeles na segunda-feira (21).A Paramount e a Warner agora esperam que o negócio de US$ 110 bilhões entre em vigor no início de outubro, informou à CNN uma fonte envolvida nas negociações.A fusão unirá os estúdios de cinema e televisão da Paramount, a CBS e a plataforma de streaming Paramount+ aos estúdios da Warner, à HBO, à CNN e a outras redes a cabo. Leia Mais AMD atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão com forte demanda por IA Google leva multa de 403 milhões de euros por uso indevido de dados Novo Nordisk planeja novos lançamentos bilionários até 2030, diz CEO Em troca do desistimento dos estados de sua ação antitruste, a Paramount assumirá vários compromissos, incluindo o lançamento de 30 filmes por ano nos cinemas e a criação de um conselho de independência editorial para a CNN e a CBS News.O acordo abrirá caminho para que o CEO da Paramount, David Ellison, expanda drasticamente seu império de mídia, com a ajuda de seu pai, Larry Ellison, o bilionário cofundador da Oracle.A fusão tem sido politicamente delicada, em parte porque Larry é um aliado de longa data do presidente Donald Trump e David cultivou laços estreitos com a Casa Branca de Trump enquanto buscava oportunidades para transformar a Skydance, sua produtora relativamente pequena, em um gigante global da mídia.A fusão é uma das maiores da história dos Estados Unidos. Ela é financiada com a ajuda de fundos soberanos da Arábia Saudita, do Catar e de Abu Dhabi, que deterão indiretamente pouco menos de 50% das ações da Paramount–WBD resultante da fusão. A FCC de Trump aprovou recentemente o pedido da Paramount para ultrapassar o limite padrão de 25% para participação estrangeira em emissoras de radiodifusão.As manobras políticas — a Paramount organizou um jantar privado com Trump em abril — e o financiamento do Oriente Médio mobilizaram os opositores, que alertaram que a fusão concentraria poder de mídia excessivo nas mãos dos aliados do presidente.Exportação da Argentina cresceu, mas consumo interno sofre, diz presidente da Camarbra | MONEY NEWSA Paramount afirmou que a fusão não era anticompetitiva e ajudaria os estúdios de Hollywood a competir em um setor de mídia cada vez mais dominado por empresas de tecnologia.Bonta e os outros procuradores-gerais estaduais obtiveram uma vitória inicial de um juiz da Califórnia, que considerou que a fusão provavelmente violaria as leis antitruste.A data do julgamento foi marcada para o início de março.A Paramount aceitou o adiamento, mas pressionou fortemente por um acordo antes de 1º de outubro, data em que uma onerosa “taxa de contagem regressiva” começaria a aumentar o custo da aquisição. O adiamento prolongado e a taxa poderiam ter colocado em risco o negócio como um todo.As negociações para um acordo lideradas por Bonta se intensificaram na semana passada, segundo fontes a par das negociações informaram à CNN.Alguns dos outros procuradores-gerais estaduais ficaram profundamente decepcionados com o resultado, pois queriam concessões mais significativas, disseram as fontes.