Tarcísio de Freitas não vai a debate e alega que encontros viraram ‘mais do mesmo’

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), justificou sua ausência no debate promovido pela Record nesta segunda-feira (21) afirmando que o formato desses encontros precisa ser revisto. Segundo ele, os debates se tornaram “mais do mesmo”.A campanha do governador tem optado por não participar de grande parte das sabatinas com veículos de imprensa no primeiro turno e estendeu a decisão ao debate marcado para as 13h25 desta segunda. Com a ausência de Tarcísio, o encontro foi convertido em uma entrevista com o candidato de oposição Fernando Haddad (PT).“Os debates também precisam de uma revisão em termos de modelo, porque os debates viraram muito mais do mesmo. Então, a grande questão é: o tipo de debate que a gente tem hoje será que está agregando para o eleitor?”, disse Tarcísio em coletiva de imprensa após agenda de campanha no Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital paulista.Na avaliação do governador, os debates devem ser “propositivos e não podem servir apenas à produção de recortes para as redes sociais”. Ele afirmou que isso depende tanto dos participantes quanto do formato e criticou a repetição de conteúdo entre os encontros. Tarcísio também argumentou que outras agendas de campanha permitem apresentar projetos e convencer eleitores. Para ele, o modelo precisa ser repensado para se tornar mais atrativo e cumprir seu papel de informação e comunicação.Em nota, a campanha afirmou que os principais temas da eleição já têm sido debatidos e que, nesta reta final, a prioridade será conciliar os compromissos eleitorais pelo Estado com as responsabilidades de governo. Apesar da justificativa, não há agendas oficiais de governo desde o dia 14, quando Tarcísio se ausentou da campanha para visitar cidades afetadas pelas chuvas.Haddad criticou a decisão do adversário. “Para mim, essa é uma estratégia para evitar comparação. Em uma eleição com apenas dois candidatos com pontuação elevada, essa decisão é ruim para a democracia porque sonega ao eleitor a oportunidade de comparar”, disse o petista no sábado (19), após encontro com mulheres evangélicas.