O avanço do pedágio sem barreiras no modelo free flow mudou a lógica das rodovias brasileiras e ampliou a atenção sobre a proteção de dados logísticos. Em vez de funcionar apenas como ferramenta de cobrança, o pórtico passou a registrar informações que podem expor rotas, horários e padrões de deslocamento de cargas, aproximando a cibersegurança do risco físico nas estradas.Free flow transforma pórticos em pontos de coleta de dadosSegundo o texto assinado por Rony Neri, diretor LATAM da Platform Science, um levantamento da ANTT/ABCR já indica que 3% das rodovias concedidas no país operam ou têm cronograma definido para funcionar em modelo free flow até 2027. Nesse cenário, cada passagem registra localização, horário, veículo e, indiretamente, a operação completa da carga.“O que poucos notam é que cada pórtico não é apenas um ponto de cobrança: é um ponto de coleta de dados.” O executivo afirma que, quando essas informações se multiplicam por milhares de veículos e viagens, elas formam um retrato detalhado e em tempo real da logística do país.O artigo também alerta que muitas transportadoras e embarcadoras ainda tratam esse volume de dados como um problema de TI. Para Neri, essa leitura reduz o alcance do risco, já que um vazamento pode revelar onde uma carga valiosa estará, em que horário e por qual rota.Leia também:Via Raposo completa seis meses com 147 km de asfalto recuperadosSP-340 é rota turística para a Expoflora e reforça acesso a eventos no interior paulistaContran atualiza regras da Lei Seca e fiscalização de álcool e drogas ANTT amplia acesso ao programa de sustentabilidade em rodovias e ferroviasOperação do DER-SP nas rodovias para a 43ª Expoflora em HolambraMotiva investe R$ 50 milhões para ampliar frota eletrificadaMotiva Minas_SP moderniza bases do Serviço de Atendimento ao UsuárioMotiva Autoban incorpora robô para conservação nas rodovias Falhas digitais já afetam a segurança da cargaO texto destaca que o caminho entre uma falha digital e um prejuízo físico é curto. Vazamentos de rotas e horários ampliam a exposição a roubos de carga; a indisponibilidade de plataformas compromete o acompanhamento da frota em tempo real; e a adulteração de dados de telemetria pode levar a interpretações erradas em situações de risco.Com base em relatório da BSI Consulting e do TT Club, o artigo informa que casos facilitados por vazamento de informações e envolvimento interno já respondem por 22% dos roubos de carga globais. A conclusão do autor é que a vulnerabilidade cibernética se tornou uma porta de entrada para o crime físico.Por isso, o texto defende que a segurança deve nascer junto com a arquitetura da solução, com criptografia, controle de acesso, autenticação e monitoramento desde o início. Além disso, veículos, sensores, câmeras, APIs e fornecedores terceiros também precisam entrar no perímetro de proteção.Ao mesmo tempo, o artigo sustenta que segurança não significa compartilhar menos dados. O desafio, segundo Neri, é compartilhar o dado certo, com quem precisa dele e para uma finalidade específica. Nesse ponto, o processamento na borda surge como alternativa para analisar informações localmente e enviar à nuvem apenas eventos relevantes.Com a expansão da inteligência artificial nas operações de frota, a discussão ganha outra camada. O texto aponta que não basta evitar roubo de dados: é preciso garantir a integridade das informações, já que sistemas autônomos dependem de dados confiáveis para operar com segurança. Ao final, a mensagem é direta: proteger dados deixou de ser apenas uma questão de privacidade ou tecnologia e passou a integrar a segurança da carga, do motorista e da operação.O post Pedágio sem barreiras eleva o risco físico e a cibersegurança no free flow apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.