É provável que a gente passe por uma semana histórica na tecnologia. Mas, claro, sempre existe a chance de tudo acabar em pizza. E aqui estão os motivos:Jantar de Trump, Xi e big techsO jantar de Estado oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente da China, Xi Jinping, na próxima quinta-feira (24), se tornou um dos eventos mais disputados pela elite empresarial e política estadunidenses.Entre os convidados estão alguns dos nomes mais conhecidos do setor de tecnologia, como Jeff Bezos, Elon Musk e Sam Altman. As informações são do New York Post. Além deles, também foram convidados Jensen Huang, CEO da Nvidia; Sundar Pichai, CEO do Google; Michael Dell; e Jane Fraser, CEO do Citigroup.Tim Cook, que deixou o cargo de CEO da Apple no mês passado, também garantiu um lugar no jantar.Musk, Huang, Cook e Fraser participaram anteriormente de um banquete oferecido por Xi a Trump em Pequim.O evento ocorre durante semana marcada pelo encontro geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nos Estados Unidos.E por que isso é tão importante?IA: disputa de narrativasDe um lado, parte dos executivos das big techs americanas, como Dario Amodei, Sam Altman, Elon Musk e Demis Hassabis, sustenta que a IA está avançando rápido demais e que capacidades cada vez maiores exigem mais testes, auditorias e algum tipo de desaceleração coordenada. Nessa narrativa, os episódios de modelos escapando de ambientes controlados e executando ataques reforçam que existem riscos concretos e potencialmente muito graves. Ao mesmo tempo, Meta e Nvidia aparecem como contraponto, rejeitando uma desaceleração coordenada e argumentando que incentivos econômicos, jurídicos e soluções de engenharia já pressionam as empresas a desenvolver sistemas seguros.Trump minimiza os possíveis riscos associados à IA e coloca no centro a competição geopolítica com a China. Para sua administração, desacelerar pode significar comprometer a liderança tecnológica americana, tratada como questão de segurança nacional.A China, por sua vez, contesta justamente essa leitura americana do debate sobre segurança. Pequim acusa o discurso de Amodei e companhia de funcionar como um “manual da Guerra Fria”: sob a justificativa de proteger a humanidade dos riscos da IA, os EUA estariam tentando conter o desenvolvimento chinês e preservar sua hegemonia tecnológica. Mas a China não nega os riscos: defende mecanismos de segurança e cooperação internacional, ao mesmo tempo que considera a IA um campo de rivalidade estratégica.ONUEm 14 de setembro, o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, publicou uma carta aberta advertindo que a autorregulação voluntária é “extremamente insuficiente”. E que a corrida descontrolada por IAs autônomas gera riscos existenciais diretos aos direitos humanos.No texto, Türk defende que nenhum país pode governar essa tecnologia sozinho e que nenhuma empresa tem o direito de decidir isoladamente os riscos que a sociedade deve aceitar. Quem também falou foi o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que alertou: riscos associados ao rápido avanço das IAs não podem ser ignorados. As declarações foram dadas antes da Assembleia Geral da ONU, realizada ao longo desta semana em Nova York.Inclusive, Lula e Trump discursam já nesta terça-feira.Mudando de assunto… StarshipInicialmente marcado para amanhã, o 14º voo da Starship ficou para segunda-feira, 28 de setembro, dependendo da aprovação das autoridades regulatórias. Segundo a SpaceX, será o primeiro teste a enviar o megafoguete para a órbita da Terra. Os testes de voo até o momento seguiram trajetórias suborbitais “visando maximizar a segurança pública e, ao mesmo tempo, permitir o máximo aprendizado”.A janela de lançamento será aberta às 9h15 (horário de Brasília). O post Resumo do OD: você pode viver uma semana histórica! apareceu primeiro em Olhar Digital.