Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade

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A urgência da crise climática e a busca por soluções sustentáveis ocupam a atenção da nova geração de cientistas do país. Na 8ª edição da Feira de Ciência e Tecnologia das Nações – Colégio Dante Alighieri (FeNaDANTE), a área de Meio Ambiente e Sustentabilidade concentra o maior foco de interesse os estudantes, com pelo menos 42 entre os 135 trabalhos inscritos.Entre os dias 21 e 25 de setembro em São Paulo, o evento apresenta pesquisas com viabilidade técnica comprovada, desenvolvidas por alunos do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, que vão do desenvolvimento de bioplásticos a partir da casca do maracujá à conversão do bagaço de laranja em nanomateriais de alta tecnologia.O conjunto dos projetos de meio ambiente e sustentabilidade está distribuído nas seguintes áreas:Valorização de resíduos, upcyclinge economia circularMonitoramento do solo e do clima, eficiência energética e automação inteligenteDefensivos agrícolas ecológicos e soluções biomédicas a partir do uso sustentável de recursos naturaisContenção de microplásticos Leia também: 1.7 projetos de estudantes que inspiram soluções sustentáveis 2.Estudantes são premiados por soluções sustentáveis e tecnológicas Entre os projetos apresentados alguns ganharam destaque. Confira:Foto: Colégio Dante AlighieriMelhora da eficiência em placas de energia solar com uso de terras rarasColégio Dante Alighieri, São Paulo – SPCom o objetivo de baratear e otimizar a geração de energia limpa, estudantes paulistanos desenvolveram um filme transparente aplicado sobre painéis fotovoltaicos tradicionais. A inovação utiliza o elemento químico Európio para captar a radiação solar invisível e convertê-la em luz aproveitável. Testes de bancada comprovaram que a película aumenta diretamente o rendimento dos painéis na conversão energética, tornando a produção de energia solar mais eficiente e acessível.Foto: engin akyurt | UnsplashVerificação de microplásticos no bebedouro da água escolar EEMTI Doutor César Cals – Fortaleza – CEApós identificar 31 partículas de microplásticos em 9 litros de água da própria escola, alunos da escola estadual Dr. César Cals provaram que a comunidade estava ingerindo resíduos sintéticos diariamente. A contaminação foi confirmada em laboratório sob microscópio de alta precisão no Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará, utilizando garrafas de alumínio na coleta para garantir rigor científico sem contaminação externa. O achado virou uma mobilização comunitária de conscientização. Leia também: 1.Moringa pode remover até 98,5% dos microplásticos da água 2.Filtro desenvolvido por estudante retém microplásticos Foto: Sheraz Shaikh | UnsplashNanotubos de carbono a partir do bagaço de laranja Colégio Dante Alighieri, São Paulo – SPO trabalho transforma resíduos orgânicos em nanomateriais de altíssimo valor agregado para a indústria tecnológica. Os estudantes desenvolveram um método para sintetizar nanotubos de carbono puríssimos utilizando bagaço e cascas de laranja. Os processos de pirólise em atmosfera controlada foram realizados no Laboratório LAREX da Poli-USP e as análises de microscopia eletrônica no Instituto de Química da USP (IQ-USP), abrindo caminho para uma rota sustentável e de baixo custo na produção de nanomateriais.Foto: Max Rovensky | UnsplashPiezoPioggia: geração de energia limpa através da chuva Colégio Dante Alighieri, São Paulo – SPAproveitando o potencial mecânico das tempestades urbanas, o projeto utiliza a força do impacto das gotas de chuva contra placas piezoelétricas instaladas em telhados para produzir eletricidade limpa. Para comprovar a eficácia do sistema em cenários reais, os alunos de São Paulo construíram um simulador de tempestades em laboratório, atingindo índices de geração energética que validam a aplicação da tecnologia em coberturas residenciais e prédios públicos.Foto: Colégio Dante AlighieriAsfalto ecológico com lama e areia de fundição Colégio Dante Alighieri, São Paulo – SPSolução voltada à infraestrutura urbana sustentável que reaproveita rejeitos industriais que seriam descartados no meio ambiente. A pesquisa utiliza areia de fundição e lama do processamento de alumínio em substituição à matéria-prima mineral na massa asfáltica. Testes mecânicos normatizados comprovaram a viabilidade técnica do material, garantindo o desempenho das vias e gerando economia na pavimentação. Leia também: 1.Estradas em Sydney testam asfalto feito com copos de café usados 2.Califórnia testa asfalto de garrafa PET reciclada The post Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade appeared first on CicloVivo.