BRASÍLIA, 24 Set (Reuters) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quinta-feira que reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade prevista de contenção total de verbas de ministérios para respeitar regras fiscais.Em relatório bimestral de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento informaram que o bloqueio de recursos para cumprir o limite de despesas do ano cairá de R$ 17,9 bilhões para R$ 2,4 bilhões, diante de uma previsão menor de gastos obrigatórios com pessoal, previdência e benefícios sociais.Leia tambémBC projeta IPCA em 12 meses de 3,1% no 1º trimestre de 2029, último número da sérieNo cenário de referência, a inflação em 12 meses fecha o terceiro trimestre de 2026 em 4,4% e encerra o ano em 5,2%Confiança do consumidor no Brasil cai em setembro para menor nível em quase 4 anosO Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 0,5 ponto, para 84,2 pontos, menor nível desde novembro de 2022 (83,5 pontos)Será necessário, por outro lado, fazer um contingenciamento –mecanismo acionado quando o governo percebe que há risco de descumprimento da meta fiscal– no valor de R$ 13,6 bilhões. Até então, o governo não previa necessidade de contingenciamento.De acordo com o documento, a previsão é que o governo feche o ano com um déficit primário de R$ 80,9 bilhões, contra previsão de rombo de R$52,0 bilhões apontada em julho.Esse saldo vai a um déficit de R$ 13,6 bilhões após abatimento de exceções previstas pelo governo no cálculo da meta para o resultado primário. Em julho, a projeção com as exceções indicava um saldo positivo de R$ 10,8 bilhões.A meta fiscal de 2026 é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para mais ou para menos.The post Governo reduz previsão de congelamento de verbas de ministérios a R$ 16,1 bi appeared first on InfoMoney.