Decisão de presidente do Tribunal de Contas de MT provoca reação de conselheiros

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Uma decisão do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Sérgio Ricardo, provocou reação interna e expôs divergências entre integrantes da Corte.O episódio começou após Sérgio Ricardo retirar o conselheiro Waldir Júlio Teis da supervisão da Escola Superior de Contas e assumir pessoalmente a função. A mudança passou a ser discutida internamente e ampliou o desconforto entre integrantes do tribunal.Fontes ouvidas pela Jovem Pan relatam que a decisão foi relacionada, nos bastidores, a divergências ocorridas recentemente em julgamentos da Corte. Não há, porém, confirmação oficial de que a retirada de Teis tenha sido motivada por sua atuação em plenário.A reação ganhou caráter público com uma nota assinada pelos conselheiros Antônio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Alencar. No documento, eles afirmam que a medida provoca “grave preocupação institucional” e defendem que divergências de entendimento fazem parte do funcionamento de um órgão colegiado.Os três também afirmam que nenhum integrante da Corte deve se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas por posições adotadas no exercício de suas funções. A nota pede a reconsideração da decisão e reforça a defesa da autonomia dos conselheiros, da colegialidade e da pluralidade de entendimentos.Com Teis, quatro dos sete conselheiros se colocaram, de formas diferentes, contra a medida adotada pela Presidência neste episódio.Fontes ouvidas pela Jovem Pan dizem ainda que há um desconforto anterior com o estilo de atuação e de comunicação de Sérgio Ricardo. Entre esses interlocutores, existe a avaliação de que o presidente ampliou sua exposição pública. Essas impressões são relatos de bastidor e não permitem afirmar que haja motivação política por trás das decisões administrativas da Presidência.A tensão também chegou ao plenário. Quatro conselheiros não participaram de uma sessão nesta semana, que acabou não sendo realizada por falta de quórum. Sérgio Ricardo criticou publicamente as ausências.O episódio levou para o debate público uma divergência que vinha sendo tratada internamente e ampliou a cobrança, dentro da Corte, por equilíbrio na condução administrativa do Tribunal de Contas de Mato Grosso.