Ir a um show pode custar bem mais do que o valor do ingresso, e o transporte para show entra com frequência entre os itens que mais pesam no orçamento do público. Em grandes eventos, a ida e a volta concentram gastos com deslocamento, alimentação, estacionamento e, em alguns casos, hospedagem.Com o aumento dos festivais e do consumo de música ao vivo, planejar como chegar ao evento virou parte importante da conta final. Um levantamento da Whoosh indica que, em trajetos de cerca de 2 quilômetros, distância média das viagens na plataforma, o custo de uma corrida de patinete pode ser até 53% menor do que o de um carro de aplicativo em horários de pico.Foto: Divulgação/WhooshTransporte para show e o impacto no orçamentoO valor gasto para chegar a um evento varia conforme distância, horário, cidade e meio escolhido. Quem vai de carro costuma incluir combustível, estacionamento e, dependendo do trajeto, pedágios. Já os aplicativos de transporte sofrem influência direta da demanda, sobretudo nos momentos de maior movimento na entrada e na saída dos eventos.Segundo a Whoosh, suas viagens têm média de aproximadamente 2 quilômetros e duram cerca de 12 minutos. A empresa diz que esse tipo de deslocamento aparece com frequência nas conexões com metrô e trem e no trecho final até o local do evento.“Os deslocamentos de aproximadamente 2 quilômetros são bastante comuns entre os usuários e mostram como a micromobilidade pode complementar outros meios de transporte. Parte dessas viagens acontece justamente na conexão com estações de metrô e trem ou no trecho final até o destino”, afirma Cadu Souza, diretor de operações da Whoosh no Brasil.Como planejar melhor a ida e a voltaEntre as medidas que ajudam a reduzir o impacto no bolso estão comparar alternativas antes de sair de casa e considerar o trajeto completo. A distância, por exemplo, pode tornar uma opção mais barata ou mais rápida do que outra. Além disso, o horário influencia tanto o preço das corridas por aplicativo quanto o tempo de deslocamento.Quem usa transporte público também deve observar a chamada última milha, isto é, o trecho entre a estação e o evento. No retorno, a concentração de público pode aumentar o trânsito e a procura por serviços. Já pontos de embarque e estacionamento podem sofrer mudanças temporárias em eventos de grande porte.O comportamento ganha ainda mais relevância diante do avanço da música ao vivo entre os jovens. Segundo levantamento global da Luminate, a Geração Z gastou, em média, US$ 101 por mês com música ao vivo no primeiro trimestre de 2026, acima dos US$ 94 registrados entre os millennials.No fim, a escolha do transporte pode fazer diferença relevante no custo total de uma ida a shows e festivais. Por isso, comparar opções antes da programação começar ajuda o público a equilibrar orçamento, tempo e praticidade.O post Quanto custa ir a um show? Transporte pode pesar no orçamento apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.