Coreia do Norte diz que novas sanções não impedirão seu desenvolvimento

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A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (21) que não tolerará os esforços do que chamou de forças hostis para restringir a cooperação de Pyongyang com outros países, acrescentando que nenhuma nova sanção impedirá seu desenvolvimento ou a defesa de seus interesses fundamentais, informou a agência estatal KCNA, citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.A declaração acusou a Equipe Multilateral de Monitoramento de Sanções (MSMT, na sigla em inglês), grupo formado por 11 membros da ONU que acompanha e denuncia violações e tentativas de contornar sanções, de fabricar um relatório com o objetivo de retratar como ilegítima o que a Coreia do Norte descreveu como uma cooperação econômica normal e mutuamente benéfica entre o país e outras nações, informou a KCNA.A MSMT afirmou em um relatório divulgado em 16 de setembro que a Coreia do Norte continuava a enviar trabalhadores para o exterior, em violação às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, gerando uma receita estimada entre US$ 450 milhões e US$ 800 milhões em 2025 para financiar seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos. Leia Mais Coreia do Norte condena venda de armas dos EUA à Coreia do Sul Análise: Trump presenteia Kim Jong-un ao reduzir exercícios com Seul Mídia norte-coreana diz que agressão externa do Japão é realidade A equipe estimou que entre 35.600 e 101.280 trabalhadores norte-coreanos continuam ativos em pelo menos 17 países, principalmente China e Rússia, e pediu que os países implementem imediatamente as resoluções da ONU, repatriando trabalhadores norte-coreanos e recusando novas autorizações de trabalho.Os países participantes da MSMT incluem Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, segundo o relatório.Coreia do Norte revisa regras do partido e amplia poder de Kim Jong-un