Aliados de Marina acusam Rede de perseguição ao apontarem diferença em repasses

Wait 5 sec.

Aliados de Marina Silva têm criticado nos bastidores o repasse feito pela Rede Sustentabilidade à candidatura dela ao Senado em São Paulo e apontam uma perseguição ao grupo da ex-ministra no partido. A distribuição do fundo eleitoral, inclusive, acirrou ainda mais o racha interno na Rede, que vive em disputa jurídica desde o ano passado.Dados obtidos pela Jovem Pan mostram diferenças nos valores destinados às candidaturas da legenda em diversos estados. Marina, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão do partido, enquanto Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará, recebeu R$ 2,2 milhões.Candidatos à Câmara dos Deputados também receberam valores superiores ao destinado à ex-ministra. André Janones, de Minas Gerais, recebeu R$ 2,2 milhões. Já Heloísa Helena, que atualmente comanda as ações do partido, recebeu R$ 2,8 milhões para a candidatura a deputada federal.A campanha de Marina acionou a executiva nacional da Rede para pedir mais recursos. Em documento, a coordenação da candidatura afirma que a ex-ministra está entre as líderes na disputa pela cadeira no Senado e que havia um acordo para um novo repasse.“Em reunião do Elo Nacional, foi deliberada a constituição de uma reserva de recursos do FEFC destinada a candidaturas competitivas e estratégicas, a serem distribuídas em nova rodada. Considerando tais critérios, entendemos que esta candidatura os atende integralmente, dado o quadro de competitividade demonstrado nas pesquisas que se mostra tão ou mais competitiva que outras candidaturas do partido que já receberam novos repasses”, afirma o documento.Até o momento, o pedido não foi atendido pela cúpula da legenda. Aliados de Marina acusam a direção da legenda de perseguição e de tentar esvaziar a candidatura dela ao Senado em São Paulo.A disputa pelo Fundo Eleitoral é mais um capítulo do racha interno que divide a Rede desde o ano passado, quando o grupo de Marina perdeu o comando da legenda. Criada pela própria ex-ministra em 2013, a Rede passou a ser comandada pela ala ligada à deputada federal Heloísa Helena, adversária de Marina nas disputas internas do partido.Marina chegou a cogitar deixar a legenda, mas permaneceu para disputar o Senado por São Paulo. Outros aliados, porém, deixaram a sigla, como Marina Helou, deputada estadual em São Paulo. Atualmente, a presidência da Rede está com Paulo Lamac, ligado a Heloísa Helena.A Jovem Pan tentou contato com Lamac para saber as condições e as regras para a distribuição do fundo eleitoral, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.