Metrópoles é finalista do 48º prêmio Vladimir Herzog de jornalismo

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A reportagem “Um Brasil que desmorona”, do Metrópoles, é finalista do 48º prêmio Vladimir Herzog, um dos mais importantes da imprensa brasileira. A premiação aponta as melhores produções jornalísticas relacionadas a temas de direitos humanos. Na disputa, o portal aparece ao lado de veículos importantes, como Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e TV Brasil.O material multimídia parte das consequências do desmoronamento da ponte Juscelino Kubitschek entre o Maranhão e o Tocantins, em 2024, para relatar que esse não é um problema isolado no país. A repórter Jade Abreu e o fotógrafo Breno Esaki viajaram 9.057,8 quilômetros e estiveram em quatro estados – Amazonas, Maranhão, Rio Grande do Sul e Tocantins – documentando os impactos sociais, ambientais e econômicos do desabamento de pontes. Leia também ImprensaLuta pelo luto: Metrópoles vence prêmio internacional de jornalismo ImprensaMetrópoles é vencedor do prêmio internacional Gabo de Jornalismo de 2026 ImprensaMetrópoles ganha 5 prêmios no SND, o “Oscar” do design de notícias ImprensaMetrópoles tem dois finalistas no Prêmio Anamatra de Jornalismo Sentimento de abandonoA equipe conversou com famílias enlutadas, caminhoneiros, comerciantes e moradores de cidades à beira de estradas para mapear o alcance dos problemas causados pela interrupção de estradas por falta de manutenção. Apesar das particularidades encontradas em cada ponto do Brasil, os entrevistados relataram sentimentos semelhantes de abandono, aborrecimento e isolamento.Informações inéditasA reportagem trouxe informações inéditas sobre o estado de conservação das pontes em rodovias federais, obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI), destacando a localização de 775 estruturas que estão em situação ruim ou crítica. Também revelou que o investimento na recuperação de rodovias federais foi, em média, 40% menor do que o solicitado pelos técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nos sete anos anteriores à publicação da matéria.Equipe multimídiaOs responsáveis pela concepção do projeto “Um Brasil que desmorona” são Lilian Tahan, Olívia Meireles, Otto Valle, Márcia Delgado, Saulo Araújo e Érica Montenegro, que também cuidou da edição de texto. A edição de fotografia foi feita por Daniel Ferreira e Michael Melo. O projeto gráfico multimídia é de Gui Prímola e Lara Abreu.O minidoc que acompanha o material foi roteirizado por Arthur Herdy, editado por Gabriel Foster, Leonardo Hladczuk, Lucas Akasaki, João Gomes e Blandu Correia. O desenvolvimento tecnológico foi feito por Ítalo Ridney, Saulo Marques e Alvino Rodrigues. A revisão coube a Geisiane Sousa.As fotos de Breno Esaki que compõem a reportagem “Um Brasil que desmorona” venceram o Grande Prêmio CNT de Jornalismo de 2025. A mesma matéria foi reconhecida com dois prêmios de excelência na 47ª edição do concurso The Best of News Design, organizado pela Society for News Design (SND). Os destaques foram para o uso de vídeo e fotos na composição da história.Desempenho no HerzogO Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Diretos Humanos é um dos mais tradicionais da imprensa brasileira. Foi criado há 48 anos em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog – que foi assassinado pela ditadura militar em 1975.Na edição do ano passado, o Metrópoles venceu a categoria Multimídia com a reportagem “A Política da Bala”. Em 2024, o portal obteve menção honrosa com a matéria “Gigante Pela Própria Imundice”. Em 2023, a reportagem “Ouro Líquido” levou a categoria Produção Jornalística em Multimídia, e, em 2022, a matéria “A rota do tráfico humano na fronteira da Amazônia” obteve menção honrosa na mesma categoria.