Quando o Volkswagen T-Cross foi lançado em 2019, o então CEO da marca no Brasil, Pablo Di Si, disse a seguinte frase: “Nosso objetivo é ficar em primeiro ou segundo lugar no segmento”. O objetivo se concretizou, com o modelo sendo o SUV mais vendido em 2020, 2023, 2024 e 2025.Um mês após o lançamento, levamos o T-Cross para a pista com os outros quatro SUVs compactos mais vendidos naquela época: Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta e Nissan Kicks. Todos foram representados por suas versões mais caras, que custavam menos de R$ 110.000.Agora, em 2026, sete anos após esse teste, muita coisa mudou. Os R$ 110.000 não compram nem as versões mais básicas dos cinco participantes. Kicks, Creta e HR-V já são vendidos em gerações diferentes das de 2019. Até Pablo Di Si já não está mais na VW, e ocupa atualmente o cargo de CPO mundial da Stellantis.Mas e os quatro concorrentes daquela época, como estão no mercado de usados? QUATRO RODAS analisou como estão as respectivas versões dos SUVs que concorreram neste antigo teste para saber se ainda são boas opções para os consumidores diante dos atuais zero-quilômetros. Continua após a publicidade Assine as newsletters QUATRO RODAS e fique bem informado sobre o universo automotivo com o que você mais gosta e precisa saber. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá nossa newsletter todas as quintas-feiras pela manhã. Nissan Kicks 1.6 SL Pack Tech 2019Imagem sem texto alternativo Ousado, o Kicks tem lanternas e faróis de formas irregularesChristian Castanho/Quatro Rodas Continua após a publicidadeO Kicks 1.6 SL Pack Tech era o mais barato do teste e custava R$ 102.390. Hoje, já em sua segunda geração, o SUV custa a partir de R$ 159.990 e, em sua versão mais cara, chega aos R$ 189.990.Pela tabela Fipe, a versão SL usada no teste custa R$ 81.686, mais de R$ 30.000 a menos do que na época da avaliação. Continua após a publicidadeImagem sem texto alternativo Além de bom espaço para as pernas, seu porta-malas, de 432 litros, é um dos maioresChristian Castanho/Quatro RodasÉ um preço atrativo para quem busca um modelo como esse, ainda mais se tratando de uma versão topo de linha. Apesar de não ter a lista de equipamentos mais recheada, o Kicks chamou a atenção no teste por ser o único com sinal de alerta de colisão e câmera de 360 graus, transmitida na central multimídia de 7″. Continua após a publicidadeSeu porta-malas de 432 litros também foi digno de elogios, assim como o consumo do conjunto mecânico. Equipado com motor 1.6 aspirado de 114 cv e 15,5 kgfm, acoplado a um câmbio CVT, o Kicks teve médias de 11,4 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada com gasolina.Imagem sem texto alternativo Kicks usa couro nos bancos, painel e portasChristian Castanho/Quatro Rodas Continua após a publicidadeHonda HR-V EXL 2019Imagem sem texto alternativo Na linha 2019, HR-V ganhou novas rodas e lanternas, assim como a gradeChristian Castanho/Quatro RodasEm 2019, o HR-V EXL era o segundo mais caro do teste, custando R$ 108.500. Sete anos depois, agora em 2026, ele foi o que menos desvalorizou (5,1%) e está tabelado em R$ 108.500.Como sua principal característica, o HR-V tem o espaço interno, algo que não ficará obsoleto com o tempo. De acordo com as medições, ele oferece a maior distância para os ombros na dianteira e uma das maiores medidas para as pernas, além de o porta-malas de 437 litros ser o maior entre os cinco participantes.Imagem sem texto alternativo Volante agrega comandos para trocas de marchas no modo manual.Christian Castanho/Quatro RodasEm sua lista de equipamentos, tem itens equivalentes aos demais, como seis airbags, ESP, assistente de partida em rampa, DRL, piloto automático, câmera de ré e central multimídia de 7″. Com exclusividade, há o freio de estacionamento eletrônico com Auto-Hold.Já o motor 1.8, apesar de não ser tão potente quanto o atual 1.5 turbo (177 cv e 24,5 kgfm) dos HR-V topo de linha, conseguiu desempenho e consumo dentro da média do segmento.Imagem sem texto alternativo É o único que não tem sensor de estacionamento traseiroChristian Castanho/Quatro RodasSeu tempo de 0 a 100 km/h foi de 11,7 s, enquanto as médias de consumo foram de 11,7 km/l na cidade e de 14,3 km/l na estrada.Jeep Renegade 1.8 Limited 2019Na versão Limited, Renegade vem com rodas esportivas de 17 polegadasChristian Castanho/Quatro RodasO Renegade foi o que mais desvalorizou nesse meio tempo. De R$ 105.990 em 2019, foi para R$ 75.359, de acordo com a tabela Fipe. Parte dessa desvalorização deve-se à substituição do motor 1.8 E.torQ (139 cv e 19,3 kgfm) pelo 1.3 T270 (185 cv e 27,5 kgfm), que ocorreu em fevereiro de 2022.O que mantém o Renegade 2019 relevante até os dias atuais é, principalmente, seu bom acabamento. Com peças bem encaixadas e painel emborrachado — detalhe perdido na linha 2027 —, o modelo foi o que apresentou o melhor acabamento do teste.Imagem sem texto alternativo Versão considerada foi a Sport, bem mais simples que a fotografada, LimitedChristian Castanho/Quatro RodasAlém disso, também tinha uma das melhores listas de equipamentos daquela época. Entre os concorrentes, só o Renegade oferecia sete airbags, faróis full-LED, central multimídia de 8,4″ e ar-condicionado bizona. Também trazia sistema anticapotamento, freio de estacionamento elétrico e sensor de chuva.Hyundai Creta 2.0 Prestige 2019Imagem sem texto alternativo O Creta tem um visual típico de SUV, mas sem ousadia estéticaChristian Castanho/Quatro RodasFalando de preço, o Creta Prestige manteve sua posição intermediária mesmo após a desvalorização. Em 2019, não era nem o mais caro nem o mais barato, custando R$ 104.990. Atualmente, seu valor de tabela caiu para R$ 91.493.Imagem sem texto alternativo Central multimídia do Creta sintoniza TVChristian Castanho/Quatro RodasEquipado com o motor 2.0 de 166 cv e 20,5 kgfm, o Creta teve o segundo melhor desempenho, levando 10,8 s para acelerar de 0 a 100 km/h. Também chamou a atenção pelo bom espaço interno e o porta-malas de 431 litros, que só perde para o do Kicks.Imagem sem texto alternativo O acabamento é bem executadoChristian Castanho/Quatro RodasAliado ao interior confortável, há bons recursos de segurança, como seis airbags, ESP, assistente de partida em rampa, piloto automático, câmera de ré e faróis de neblina. Há ainda sistema Start-Stop, ar-condicionado digital, chave presencial, partida sem chave, bancos de couro e central multimídia de 8″ com TV.Volkswagen T-Cross 250 TSI Highline 2019As lanternas traseiras do VW são unidas por régua reflexivaChristian Castanho/Quatro RodasO grande protagonista do teste, o T-Cross Highline estreou em nosso mercado por R$ 109.990, sendo o mais caro da avaliação. Isso até hoje se mantém, com a versão Highline estando tabelada em R$ 102.981.O que ajudou o modelo a perder pouco valor nesses sete anos foi o seu bom conjunto mecânico. O motor 1.4 250 TSI era o menor do teste, mas ainda assim foi o que entregou o melhor desempenho e consumo, graças ao uso de turbo e injeção direta.Na pista, o T-Cross acelerou de 0 a 100 km/h em apenas 9,7 s e atingiu médias de consumo de 12,3 km/l na cidade e 15 km/l na estrada, quando abastecido com gasolina.O T-Cross Highline também traz uma boa lista de equipamentos até para os dias atuais. Ele é o único com freio automático pós-colisão, faróis de neblina direcionais, detector de fadiga e sensor de estacionamento dianteiro. Completam a lista ESP, assistente de partida em rampa, DRL, sistema Start-Stop, chave presencial, central multimídia de 8″, partida sem chave e piloto automático. ModeloValor abr/2019Valor set/2026Desvalorização (R$)Desvalorização (%)Jeep RenegadeR$ 105.990,00R$ 75.359,00R$ 30.631,0028,90%Nissan KicksR$ 102.390,00R$ 81.686,00R$ 20.704,0020,22%Hyundai Creta PrestigeR$ 104.990,00R$ 91.493,00R$ 13.497,0012,86%VW T-CrossR$ 109.990,00R$ 102.981,00R$ 7.009,006,37%Honda HR-VR$ 108.500,00R$ 102.969,00R$ 5.531,005,10% Publicidade