Parte da defesa de Bolsonaro abandona caso após pedido de suspensão de prisão

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O escritório Ávila de Bessa não vai mais representar Jair Bolsonaro no caso da trama golpista, em que o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A decisão acontece após o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa pedir a suspensão da prisão de Bolsonaro enquanto a revisão sobre a pena ainda é avaliada no STF e depois recuar do pedido.Segundo o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa, a decisão trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa.“A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal. Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar”Nota divulgada por Marcelo BessaO pedido havia sido enviado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da solicitação de revisão da pena. “Respeitosamente, à presença de vossa excelência, desistir do pedido de medida cautelar protocolado nesta data, requerendo sua homologação, que se restringe à tutela incidental, devendo a presente revisão criminal prosseguir regularmente em seus ulteriores termos, com a integral reiteração das razões e dos pedidos formulados na petição inicial”, escreveu o advogado Marcelo de Bessa.O principal argumento da defesa de Bolsonaro é que a Primeira Turma do STF não teria competência para julgá-lo. Segundo os advogados, como os fatos atribuídos ao ex-presidente teriam sido praticados durante o mandato e em razão das funções presidenciais, o julgamento deveria ter ocorrido no plenário da Corte.Ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Por problemas de saúde, no momento, Bolsonaro cumpre a pena em regime domiciliar humanitário.