Rodovias federais registram 8 acidentes por hora nos primeiros 7 meses de 2026

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Rodovias federais brasileiras registraram 42.322 acidentes entre janeiro e julho de 2026, o equivalente a cerca de 8 ocorrências por hora, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No período, os acidentes deixaram 3.516 mortos e 48.611 feridos, enquanto fatores humanos seguiram como a principal causa dos sinistros.Fator humano lidera as ocorrênciasOs dados da PRF mostram que a ausência de reação apareceu em 6.743 acidentes, e a reação tardia ou ineficiente em outras 6.401 ocorrências. Somadas, essas causas respondem por quase um terço dos registros e lideram o ranking de sinistralidade.Além disso, casos de acesso à via sem observar outros veículos também contribuíram para a tragédia nas estradas. Juntos, os episódios ligados à desatenção deixaram 1.084 mortes nos sete primeiros meses do ano, o que representa uma média de 5 óbitos por dia.Imagem: Divulgação – Fonte: PRF“Nessas perícias, identificamos condições clínicas que afetam a saúde dos motoristas e que são fatores de risco para causar acidentes, como problemas de visão, ansiedade e estresse”, explica a psicóloga especialista em Tráfego Giovanna Varoni, diretora da Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais (Actrans).Renovação da CNH e segurança viáriaEnquanto as estatísticas reforçam o peso da atenção, do julgamento e dos reflexos na condução, o Contran prorrogou até 9 de dezembro o prazo de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Para Carlos Luiz Souza, presidente da Actrans, os exames seguem obrigatórios e podem ser realizados antes do prazo final.“O governo anterior já aumentou os prazos de validade da CNH a níveis extremamente perigosos. Ao ampliar a validade do documento, o Contran ignora que o comportamento no contexto do trânsito requer uma série de processos mentais, como atenção; orientação espacial; memória; processamento de estímulos externos e agilidade na tomada de decisão. Quando o motorista não é avaliado, amplia-se o risco de acidentes”, afirma Varoni.Souza também defende que a renovação deve ser tratada como uma etapa de controle de segurança. “Por isso, sua renovação deveria ser tratada como uma etapa de controle de segurança, não como um prazo administrativo passível de sucessivas extensões”, argumenta.Embora o adiamento resolva um problema administrativo, os especialistas avaliam que ele mantém uma zona de incerteza para a segurança viária. Enquanto isso, os números seguem mostrando que a avaliação periódica dos condutores continua no centro do debate sobre prevenção de acidentes nas estradas brasileiras.O post Rodovias federais registram 8 acidentes por hora nos primeiros 7 meses de 2026 apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.