Após decisão de Mendonça, Tabet pede desculpas "à família miliciana"

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O ator e humorista Antonio Tabet usou as redes sociais, na noite desta sexta-feira (25/9), para ironizar a decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que derrubou uma publicação feita no X.Em resposta a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Mendonça mandou tirar do ar uma publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. O ator ironizou a decisão, afirmando que em nenhum momento citou Flávio ou a família Bolsonaro, e que apenas falou de uma “família miliciana”.“Venho a público pedir desculpas à família miliciana. Em nenhum momento, afirmei que a família miliciana era a família miliciana. Quando citei a família miliciana, referia-me à família miliciana e não à família miliciana. Portanto, mais uma vez, perdão, família miliciana”, disse o humorista.A postagem que gerou a decisão de Mendonça foi feita nessa quinta-feira (24/9), no momento em que circulava nas redes sociais a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.Tabet escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!” Leia também BrasilMendonça manda derrubar até memes sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora BrasilFlávio Bolsonaro critica proibição às bets: “Lula é o pai do tigrinho” Minas GeraisNo PSD de Caiado, Carlos Viana faz acenos e se aproxima de Flávio Bolsonaro Blog do NoblatFlávio Bolsonaro nas asas de Vorcaro Em nota sobre a decisão de Mendonça, a defesa de Tabet repudiou a decisão liminar do ministro e argumentou que o texto, em momento nenhum, citou o nome de Flávio.Para a defesa, o fato de o representante ter se reconhecido de “forma tão imediata” nessa exata descrição “é revelador”. “Mas vestir a própria carapuça não deveria fornecer o alicerce jurídico para a decretação de censura”, acrescenta.Os representantes do ator também criticaram a transformação do “aparato judicial em um escudo de conveniência contra o livre escrutínio público.”Por fim, os advogados afirmam que serão interpostos todos os recursos cabíveis para reverter a decisão e resguardar o direito à livre manifestação.Ordem liminar de MendonçaO ministro André Mendonça determinou nesta sexta que Antonio Tabet retirasse do X a publicação. A decisão também proíbe a republicação da mesma acusação, sob multa de R$ 30 mil por descumprimento. A ordem ainda será submetida ao plenário do TSE.A ordem, entretanto, não se limita ao post já publicado. O ator também fica impedido de reproduzir conteúdos “substancialmente semelhantes” que afirmem que Flávio ou sua família atacaram Nossa Senhora Aparecida, mesmo com mudanças de texto, imagem, perfil ou plataforma.Segundo os dados apresentados pela defesa de Flávio, a publicação alcançou mais de 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.Ao conceder a liminar, Mendonça afirmou que o problema não estava, por si só, no tom crítico da postagem. Para o ministro, o ponto central era a afirmação de que Flávio ou sua família teriam “atacado Nossa Senhora Aparecida”, feita enquanto circulava a história sobre uma suposta tentativa de retirar o título de padroeira.“A medida mostra-se especialmente necessária diante da proximidade do pleito, da sensibilidade do tema para parcela significativa do eleitorado e do alto potencial de disseminação da informação impugnada”, escreveu o ministro.Mendonça amplia ordem contra TabetMais tarde nesta sexta-feira, Mendonça ampliou a ordem anterior, que atingia apenas o comediante Antonio Tabet, e determinou a retirada de publicações já feitas e também de futuros posts, vídeos, imagens, áudios e até memes que afirmem que Flávio Bolsonaro ou a família dele pretendem retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou a família Bolsonaro propôs, articulou, apoiou ou pretende promover a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de Padroeira do Brasil. A decisão será submetida ao plenário virtual do TSE.A ordem não se limita, porém, à reprodução exata das publicações já identificadas pela campanha. O ministro estabeleceu que também deverão ser retirados conteúdos que transmitam a mesma informação mesmo que sejam apresentados de outra forma.