A Poste Italiane, estatal italiana de serviços postais, assumiu o controle indireto da operadora de telefonia brasileira Tim. Isso porque passou a deter a maior parte das ações da Telecom Italia, a maior acionista da Tim. Leia também Dinheiro e NegóciosVenda de carteira de crédito do BRB para o BTG trava registro de imóveis Dinheiro e NegóciosAscensão e queda dos fundos multimercado Dinheiro e NegóciosBRB vendeu R$ 10 bilhões em ativos desde crise; BTG comprou mais da metade Dinheiro e NegóciosVorcaro queixa-se sobre posicionamento de Celina em relação ao BRB. Veja print A movimentação bilionária — estimada em € 13 bilhões, cerca R$ 76 bilhões — ocorre no mercado financeiro do país europeu. Após comprar ações e chegar ao patamar de 66% do controle da Telecom Italia, a estatal abriu uma nova Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA).O objetivo, de acordo com a estatal, é comprar 90% das ações e, assim, tirar a Telecom Italia da bolsa de Milão. A operação acontece em meio ao movimento de governos europeus de assumir o controle de ativos que processam dados críticos da população, como os de telefonia.A Tim enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) comunicado no qual avisa sobre a mudança de controle e diz que “manterá os acionistas e o mercado em geral informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este assunto”.A Tim chegou ao Brasil em 1998 quando a companhia italiana comprou parte da empresa pública Telebras. Atualmente, detém 22,9% de participação no mercado brasileiro de telefonia móvel. Em 2025, a Tim reportou receita bruta de R$ 40,2 bilhões.