Veja as propostas dos candidatos ao governo de São Paulo para a Educação

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Expansão do ensino integral, permanência estudantil, introdução ao ensino sobre inteligência artificial e formação continuada para professores são apenas algumas das promessas dos candidatos ao governo de São Paulo para a educação. Nas eleições deste ano, quando milhões de paulistas irão às urnas para definir quem irá ocupar a principal cadeira do Palácio dos Bandeirantes, o tema pode pesar na escolha do candidato. Em uma pesquisa do Instituto IDEIA, divulgada no início de setembro, 71% dos brasileiros disseram que a educação influencia no voto.O Metrópoles leu os planos de governo enviados pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e listou as principais propostas de cada campanha para as áreas da saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e mobilidade, além do que pensa cada um deles sobre as privatizações dos serviços públicos estaduais — outro tema que tem ganhado destaque na corrida eleitoral. Leia também São PauloVeja as propostas dos candidatos ao governo de São Paulo para a Saúde São PauloTarcísio fala em ampliar Provão Paulista e reformular carreiras nas Etecs São PauloHaddad lamenta ausência de Tarcísio em debate: “Desrespeito com eleitor” São PauloReal Time Big Data indica vitória de Tarcísio sobre Haddad no 1º turno Nesta reportagem, você confere, em ordem alfabética, as promessas de Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Tarcísio de Freitas (Republicanos) Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) para a educação. A candidata Policial Edjane (Agir) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) na última sexta-feira (18/9) e não poderá mais concorrer.Veja mais abaixo:7 imagensFechar modal.1 de 7Fernando Haddad (PT)Reprodução/Redes sociais2 de 7Tarcísio de Freitas (Republicanos)Reprodução/Redes sociais3 de 7Vivian Mendes (UP)Reprodução/Alesp4 de 7Izadora Dias (PCO)Reprodução/PCO5 de 7Carlos Machado (PCB)Reprodução/PCB6 de 7Vera Lucia (PSTU)Reprodução/PSTU7 de 7Policial Edjane (Agir)Redes sociais/Reprodução Carlos Machado (PCB)3 imagensFechar modal.1 de 3O candidato ao governo de São Paulo Carlos Machado (PCB)Divulgação/PCB2 de 3Reprodução/Instagram3 de 3Carlos Machado (PCB)Reprodução/InstagramCarlos Machado prevê o fim das Parcerias Público-Privadas (PPPs) em escolas e a reincorporação dos serviços terceirizados, como limpeza, merenda e manutenção, à administração pública por meio de concursos públicos. Ele coloca como meta reduzir para 20 o número de estudantes por sala de aula até o fim de seu mandato e instituir um plano estadual de carreira aos profissionais da educação.O candidato também prevê eleição direta para os cargos de direção escolar e para as Diretorias Regionais de Ensino. Promete, ainda, o fortalecimento do Centro Paula Souza, Etecs e Fatecs e sua integração ao plano de reindustrialização do estado, e fala em ampliar a oferta de vagas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Por fim, propõe autonomia universitária e mudança do atual modelo de financiamento das universidades públicas estaduais por outro baseado na Receita Tributária Líquida do Estado.Fernando Haddad (PT)4 imagensFechar modal.1 de 4Diogo Zacarias/Partido dos Trabalhadores2 de 4Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum - Eleições 2026Divulgação/Campanha Fernando Haddad3 de 4Fernando Haddad (PT) participa do Roda Viva, da TV Cultura. Divulgação/Diogo Zacarias Campanha - Fernando Haddad4 de 4Alessandra Ferreira/MetrópolesO candidato do PT, Fernando Haddad, prevê um pacto com os 645 municípios paulistas para garantir a alfabetização infantil com base nas metas e avaliações da régua federal. Propõe também reforço de aprendizagem e apoio à permanência estudantil, a fim de combater o abandono escolar. O plano de governo de Haddad fala, aind,a em expandir o ensino em tempo integral e conectar o ensino médio à formação profissional, por meio do Centro Paula Souza e das Etecs e Fatecs.O petista defende a autonomia universitária da USP, Unicamp, Unesp e Fapesp e a estabilidade do financiamento das instituições. Fernando Haddad promete, por fim, revisar o modelo de “plataformização” do ensino para reduzir tarefas burocráticas e a valorização da carreira docente, por meio de formação continuada e melhoria das condições de trabalho.Izadora Dias (PCO)3 imagensFechar modal.1 de 3Izadora Dias, a candidata do PCO ao governo de São PauloReprodução/Instagram2 de 3Izadora Dias (PCO)3 de 3Reprodução/InstagramA candidata Izadora Dias, do PCO, quer o fim da “ditadura [sic] nas escolas e a perseguição aos professores e estudantes, além de eleição direta de todos os postos de gestão”. Também promete mais recursos para a educação e verbas públicas somente para o ensino público. O plano de governo da candidata também fala na revogação de todas as reformas do “regime golpista” [sic] contra a educação e o ensino público, embora não detalhe quais reformas.A postulante a governadora também propõe o fim dos vestibulares e eleição para diretores em escolas e universidades. O programa também prevê a estatização do ensino pago. Para os professores, Izadora tem como plano piso salarial “nacional” de, pelo menos, R$ 8,5 mil e jornada de trabalho de até 30 horas semanais. Ela também quer revogar a Lei 18.058/2024, que proíbe o uso de celular em escolas públicas e privadas de São Paulo.Tarcísio de Freitas (Republicanos)4 imagensFechar modal.1 de 4O governador Tarcísio de FreitasEvander Portilho / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas2 de 4Rodrigo Tammaro/Metrópoles3 de 4Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas@tarcisiogdf/Instagram/Reprodução4 de 4Rebeca Ligabue/MetrópolesTarcísio de Freitas diz ter como meta atingir 90% das crianças alfabetizadas até o fim de 2030, com a construção de novas creches, pré-escolas e escolas ou a ampliação de salas em unidades já existentes. O plano fala em reforço estruturado em língua portuguesa e matemática, tutoria individual ou em pequenos grupos e turmas por nível de proficiência. Também coloca o ensino sobre inteligência artificial como parte do currículo escolar e quer ampliar o acesso à educação financeira.Tarcísio ainda pretende criar o programa Pacto pela Matemática, focado no raciocínio matemático e na aplicação da disciplina a temas contemporâneos como dados, crédito e inteligência artificial. Prevê o acesso a bolsas de estudo em cursos superiores para os ganhadores das Olimpíadas de Matemática, expansão dos ensinos integral e técnico e das escolas cívico-militares, continuidade do Provão Paulista, intercâmbio para os estudantes e formação continuada para os professores.Vera Lúcia (PSTU)3 imagensFechar modal.1 de 3Vera Lúcia (PSTU)@vera_pstu/Instagram/Reprodução2 de 3Vera Lúcia (PSTU) é candidata ao governo de SPWikimedia Commons/Romerito Pontes3 de 3Wikimedia Commons/Romerito PontesVera Lúcia, candidata do PSTU, planeja revogar as escolas cívico-militares, acabar com a plataformização do ensino e retirar as fundações empresariais da definição das políticas educacionais. A candidata a governadora quer revogar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduziu o orçamento previsto para a educação de 30% para 25% e promete destinar verbas somente para a educação pública. Fala, ainda, em concursos públicos para a contratação de professores, cuidadores, assistentes sociais e intérpretes de Libras.Vera Lúcia propõe a reestatização dos bandejões, voto direto para reitor nas universidades e políticas de permanência estudantil e combate à evasão escolar. Por fim, a candidata do PSTU prevê a contratação sem concurso público para os trabalhadores terceirizados das áreas de limpeza, segurança e alimentação, para que tenham vínculo trabalhista com as universidades.Vivian Mendes (UP)2 imagensFechar modal.1 de 2Vivian Mendes (UP)2 de 2Vivian Mendes é a candidata da UP ao governo de São PauloA candidata da UP, Vivian Mendes, quer a interrupção do modelo de escolas cívico-militares e o fim das Parcerias Público-Privadas (PPPs) na educação. O plano de governo fala em ampliar os investimentos em escolas integrais e as políticas de permanência estudantil, fortalecer a pesquisa científica e expandir a presença das universidades públicas no interior do estado, por meio da criação de novos campi. Vivian Mendes também promete realizar, de forma emergencial, concursos públicos para a recomposição do quadro de professores e reajustar o salário dos trabalhadores com base na inflação dos últimos 10 anos.A postulante a governadora propõe, ainda, uma parceria com os municípios para fortalecer a educação infantil e desenvolver políticas permanentes de evasão escolar, além de criar mecanismos de participação popular nos conselhos deliberativos das escolas. Por fim, a candidata prevê integrar a atuação de Etecs e Fatecs ao Plano Estadual de Reindustrialização, formando profissionais para setores da indústria.