O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) converteu em preventiva a prisão do namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto, de 34 anos. A determinação ocorre após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (23/9).A prisão preventiva se dá em razão de possível indução ao suicídio de Isabelle Caracristi, no último dia 13, quando a jovem foi encontrada morta no pátio do prédio em que ela morava com João Munhoz Neto, em Fortaleza (CE).A apuração inicial apontava que João Munhoz Neto havia sido preso preventivamente por obstrução de justiça. A Polícia Civil do Ceará (PCCE) retificou, nesta quarta-feira (23/9), que o acusado também é investigado pela suspeita de indução ao suicídio.Após a prisão do investigado, a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, pediu o apoio das pessoas para uma “luta longa e árdua” por justiça.“Recebi hoje a certidão de óbito da minha filha. Sonhei em um dia em receber o certificado de conclusão de curso dela. Jamais passou pela minha cabeça receber a certidão de óbito”, lamentou. Leia também BrasilCaso Isabelle Caracristi: perícia comprova suicídio, diz delegado Na MiraCaso Isabelle Caracristi: estudante mandou mensagem a primo antes de morrer Na MiraIsabelle Caracristi: namorado de estudante encontrada morta é casado Defesa afirma que João é casadoApós a prisão, a defesa de João Munhoz informou, durante entrevista a jornalistas em Fortaleza, que o acusado é casado com outra mulher. Segundo a advogada Lígia Peixe, ele está em processo de divórcio amigável.“Ele é casado. Ele, em nenhum momento, negou [a informação do casamento] para ela [Isabelle]. Talvez por isso, a mãe [da Isabelle] não goste dele”, disse a defesa.Em contato com a coluna Na Mira, a advogada Lígia Peixe reiterou que o caso é investigado como suicídio e criticou o que classificou como “confusão midiática”.