PM de SP lança batalhão com motos e fuzis para combater roubos com falsos entregadores

Wait 5 sec.

A Polícia Militar de São Paulo ganhou um novo batalhão nesta terça-feira (22) para reforçar o combate aos crimes praticados com motocicletas. Batizado de Bravo — Batalhão de Resposta Avançada Operacional, o novo modelo de policiamento reúne 250 policiais e 150 motocicletas e foi criado para levar equipes com maior velocidade a regiões com maior concentração de roubos e furtos.Um dos focos é combater criminosos que utilizam motocicletas e, em alguns casos, se passam por entregadores para circular pela cidade e dificultar a identificação durante a prática de roubos. A estratégia também busca superar uma dificuldade conhecida pelos policiais que trabalham com viaturas convencionais: o trânsito e a limitação de acesso de veículos de quatro rodas em determinadas vias.Com motocicletas de alta cilindrada, os policiais terão maior capacidade de deslocamento e poderão fazer abordagens e bloqueios com mais rapidez. A proposta é reduzir o tempo de resposta entre a identificação de uma ocorrência e a chegada das equipes.Outro treinamento previsto para os integrantes do Bravo envolve incursões em comunidades e atuação em áreas onde o acesso de viaturas é mais complicado. A mobilidade das motos também pretende dificultar o chamado “pinote” — quando criminosos tentam fugir durante uma abordagem utilizando motocicletas.O novo batalhão será empregado a partir de informações produzidas pela inteligência policial. Dados de registros criminais, mapas de calor e ferramentas como o Muralha Paulista serão utilizados para identificar os pontos com maior incidência de roubos e furtos.Na prática, o policiamento poderá ser deslocado de acordo com a movimentação do crime. A intenção é evitar uma atuação fixa e permitir que o efetivo seja concentrado nos locais considerados prioritários pela análise criminal.“O Bravo transforma informação em ação policial. A inteligência nos ajuda a identificar onde o crime está acontecendo e a mobilidade permite colocar rapidamente policiais preparados nesses pontos. É uma estrutura pensada para ampliar a presença do Estado e a capacidade de resposta onde ela é mais necessária”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.Fuzis e equipes preparadas para diferentes missõesA composição das equipes poderá mudar de acordo com o tipo de ocorrência. Em determinadas formações, dois policiais poderão atuar na mesma motocicleta, ampliando a capacidade de intervenção imediata.Os policiais habilitados também poderão utilizar armamento longo, incluindo fuzis, de acordo com os protocolos operacionais da corporação.“O Bravo reunirá policiamento preventivo, apoio tático e atuação especializada. As equipes poderão ser empregadas em patrulhamento ostensivo, abordagens, bloqueios, fiscalizações e intervenções de maior complexidade, conforme o planejamento operacional”, explica a comandante-geral da PM, coronel Glauce Cavalli.Todos os policiais que estiverem em serviço pelo Bravo utilizarão câmeras operacionais portáteis durante as operações.Inteligência e mobilidadeSegundo a SSP, o diferencial do novo batalhão está justamente na combinação entre informação e velocidade.A inteligência aponta onde os crimes estão concentrados. As motocicletas permitem que os policiais cheguem rapidamente a esses locais e tenham maior facilidade para circular por corredores congestionados e vias estreitas.“O Bravo reúne capacidade de planejamento e velocidade de resposta. A motocicleta nos dá mobilidade, mas é a inteligência que indica onde o policial precisa estar. O objetivo é empregar melhor os recursos e ampliar a presença preventiva da Polícia Militar”, afirma o secretário-executivo da SSP, coronel Henguel Ricardo Pereira.Primeira operaçãoA primeira mobilização do Bravo acontece nesta terça-feira. A formação das equipes está prevista para as 15h, na avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, antes do início do emprego operacional.“A partir do lançamento, o batalhão terá atuação planejada de acordo com os indicadores criminais e as necessidades operacionais identificadas pela Polícia Militar”, afirma o coronel Alexandre Vilariço, chefe da Coordenadoria Operacional da PM.A expectativa da Polícia Militar é que o novo modelo amplie a presença ostensiva nas ruas e permita uma resposta mais rápida principalmente em regiões onde os roubos e furtos praticados com motocicletas apresentam maior concentração.