Um monitoramento do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, identificou 251 perfis nas redes sociais usados para divulgar plataformas de apostas potencialmente ilegais. São 93 contas no Instagram e 158 no Facebook.A iniciativa ocorre em meio à expectativa de uma medida provisória contra as bets, que deve ser proposta pelo governo do presidente Lula,conforme mostrou a coluna.2 imagensFechar modal.1 de 2VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 2Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília (DF)Reprodução/EBCO levantamento também foi ampliado para o TikTok.Os perfis são usados para atrair apostadores por meio de vídeos, publicações, influenciadores digitais e links que direcionam os usuários para sites e aplicativos de apostas. Leia também Milena TeixeiraFlávio é aconselhado a passar longe do debate das bets Milena TeixeiraEntidades ligadas às bets avaliam até judicializar MP de Lula sobre apostas Agora, a investigação busca identificar quem está por trás das contas, quem controla as plataformas e para onde vai o dinheiro movimentado pelos apostadores.Para isso, os investigadores vão analisar individualmente os perfis e cruzar informações como sites divulgados, números de telefone, chaves Pix, meios de pagamento e influenciadores envolvidos na promoção das plataformas.A apuração também pretende verificar se diferentes perfis fazem parte de uma mesma estrutura, compartilham operadores ou têm beneficiários financeiros em comum.Outra frente da investigação é apurar possíveis vínculos com organizações criminosas nacionais ou internacionais.Entre as hipóteses analisadas estão eventuais conexões das plataformas com crimes como lavagem de dinheiro, contrabando e evasão de divisas. Até o momento, porém, essas possíveis conexões são linhas de investiga