O tempo perdido no trânsito voltou ao centro do debate sobre mobilidade urbana e produtividade, com reflexos diretos para trabalhadores e empresas. Em São Paulo, a cidade chegou a cerca de 900 km de congestionamento, em uma frota que já supera 10 milhões de veículos.Em artigo assinado por Rui Stoffel, CEO e cofundador da BUSUP, a discussão destaca que o deslocamento diário não afeta apenas a rotina dos profissionais, mas também o bem-estar, a concentração e o desempenho no trabalho.O impacto da mobilidade sobre a rotina e a produtividadeSegundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os brasileiros gastam, em média, 4,8 horas por semana nos deslocamentos para o trabalho. Em um ano, isso representa cerca de 230 horas dedicadas ao trajeto. Nas grandes cidades, mais de um terço da população passa mais de uma hora por dia em deslocamentos relacionados ao trabalho.O artigo ressalta que esse tempo representa oportunidades perdidas, como atividade física, cursos, leitura e convivência com a família. Além disso, a CNI aponta que 60% dos trabalhadores brasileiros já chegaram atrasados ou estressados ao trabalho por causa do trânsito, enquanto mais da metade reconhece impacto do deslocamento na produtividade.Outro dado citado mostra que 32% dos brasileiros já deixaram de aceitar uma oportunidade de emprego por dificuldades relacionadas ao transporte. Para o autor, esse cenário tornou a mobilidade um fator relevante na atração e retenção de talentos.Mobilidade corporativa como resposta ao desafioO texto afirma que o país segue fortemente dependente do transporte individual. Dados do Censo 2022 indicam que o automóvel é o principal meio usado para chegar ao trabalho, escolhido por mais de 22 milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, 1,3 milhão de pessoas ainda levam mais de duas horas para chegar ao local onde trabalham.Embora os investimentos públicos em infraestrutura continuem essenciais, o artigo sustenta que as empresas também podem participar da construção de soluções. Nesse sentido, a incorporação da mobilidade às estratégias de gestão de pessoas e sustentabilidade surge como alternativa para reduzir custos, aumentar a previsibilidade das viagens e melhorar a experiência dos trabalhadores.Rui Stoffel Fernandes, CEO e cofundador da BUSUPRui Stoffel afirma: “O trabalho começa quando o colaborador sai de casa”. A partir dessa visão, modelos de mobilidade corporativa compartilhada podem combinar eficiência operacional e qualidade de vida, com uso de tecnologia para planejar rotas, consolidar trajetos e adaptar a oferta de transporte às necessidades reais das organizações.Quando diferentes empresas compartilham soluções na mesma região, o artigo aponta ganhos adicionais, como diluição de custos, maior ocupação dos veículos e ampliação do acesso a serviços de qualidade. No fim, a proposta busca devolver tempo às pessoas e aliviar um problema que já ultrapassou os limites do trânsito.O post Tempo perdido no trânsito pressiona empresas e afeta produtividade apareceu primeiro em Mobilidade Sampa.