Diplomacia prevê relação com EUA como maior desafio de eventual Lula 4

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A diplomacia brasileira prevê, segundo fontes, que a relação entre Brasil e Estados Unidos seguirá como o principal desafio para as relações internacionais na hipótese de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reeleger em outubro.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem mandato até o início de 2029 e vai seguir implementando estratégia com preceitos da Doutrina Monroe, avaliam diplomatas próximos a Lula.Auxiliares do petista apontam que Trump tenta, desde o início de seu mandato, reforçar a influência dos EUA sobre a América do Sul e conter a presença da China no continente. O principal exemplo desta ação seria a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de 2026. Leia Mais Análise: Lula deve usar vídeo dos EUA para reforçar discurso de soberania Planalto acredita que crise com os EUA deve se aprofundar até eleições O que é a Doutrina Monroe, citada em novo vídeo dos EUA? Em um hipotético quarto mandato, Lula seguiria como resistência a esta ação, o que poderia desencadear acirramentos de tensão entre os países, indicam. De 2025 para cá, os países entraram em rota de colisão em temas como tarifas, crime organizado e até política interna.Os presidentes voltaram a discursar em direções opostas sobre o continente na 81ª Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22). Trump defendeu a ação norte-americana na Venezuela e falou em usar “força militar” para assegurar interesses dos EUA.“Nossas ações na Venezuela são prova de que os EUA não permitirão mais ameaças aos EUA para conquistar uma posição em qualquer lugar do Hemisfério Ocidental. Se necessário, usaremos nossa força militar para assegurar os interesses vitais dos Estados Unidos”, disse o presidente americano.Lula também dedicou espaço em seu discurso à conjuntura geopolítica da América Latina. O petista falou sobre as operações dos Estados Unidos na região.“O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, disse. O mandatário disse que a América Latina sofre tentativas de influência da “potência hegemônica”, em referência aos EUA. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”, afirmou.Entre as áreas temáticas, a diplomacia brasileira prevê que os principais desafios internacionais estão no combate ao crime organizado na América do Sul, o desenvolvimento de cadeias e cooperações em minerais críticos e inteligência artificial.Auxiliares de Lula também indicam que, em um eventual quarto mandato, o petista quer debater regulação para big techs. Outro tema na agenda seria revisitar as relações do Brasil para a África e tentar reforçar instrumentos da política do país para o continente.Lula discursa na Assembleia Geral da ONU; veja íntegra | LIVE CNN