Conheça a trajetória do governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição em MS

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Carioca de nascimento e sul-mato-grossense de formação, Eduardo Corrêa Riedel, 57 anos, construiu uma carreira que une gestão empresarial no campo e administração pública. Atual governador de Mato Grosso do Sul, ele disputa a reeleição em 2026 pelo Progressistas (PP), após mais de duas décadas no PSDB.Natural do Rio de Janeiro, Riedel nasceu em 5 de julho de 1969. A família mantém raízes no estado, especialmente na Fazenda Sapé, em Maracaju. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluiu mestrado em Zootecnia na Unesp de Jaboticabal (SP) e fez especializações em gestão empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em gestão estratégica pelo Insead, na França. Casado desde 1994 com Mônica Riedel, tem dois filhos, Marcela e Rafael.Em 1995, assumiu a administração da propriedade rural da família. Com foco em tecnologia, sustentabilidade e governança, transformou a Fazenda Sapé em referência no setor. Essa experiência o levou à presidência do Sindicato Rural de Maracaju em 1999. Depois, ocupou a vice-presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e, entre 2012 e 2014, a presidência da entidade. Também foi diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e integrou o conselho do Sebrae. Em 2017, figurou entre as 100 personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro.A entrada na vida pública ocorreu em 2015, a convite do então governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Riedel assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), cargo que ocupou até 2021. Nesse período, participou de reformas administrativas que reduziram despesas e modernizaram processos. Em fevereiro de 2021, passou à Secretaria de Infraestrutura, de onde saiu em abril de 2022 para disputar o governo.Estreante em eleições, Riedel foi candidato a governador em 2022 pelo PSDB, com José Carlos Barbosa (Barbosinha, então PP) como vice. No primeiro turno, obteve 25,16% dos votos (361.981) e avançou para o segundo turno contra Renan Contar (PRTB). Em 30 de outubro, venceu com 56,90% dos votos válidos (808.210), contra 43,10% do adversário. Assumiu em 1º de janeiro de 2023, na mesma data da posse de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência. Foi a primeira vez que um governador de Mato Grosso do Sul elegeu o sucessor.No governo, a gestão destaca crescimento econômico acima da média nacional, atração de investimentos privados (mais de R$ 81 bilhões em três anos), terceira menor taxa de desocupação do país e avanços em mobilidade social. Entre as ações estão a Infovia Digital (internet de alta velocidade nos 79 municípios), regionalização da saúde com hospitais regionais, PPPs (como a do Hospital Regional de Campo Grande), programas sociais como o Mais Social e CNH MS Social, ampliação do saneamento e obras urbanas pelo MS Ativo. O governo também aponta redução de índices de criminalidade e atendimento a mulheres em situação de violência. Um levantamento do g1 apontou cumprimento integral de 5 das 20 promessas de 2022, cumprimento parcial de 9 e não cumprimento de 6, incluindo a meta de 70 mil unidades habitacionais.Em agosto de 2025, Riedel deixou o PSDB, partido ao qual era filiado há mais de 20 anos, e se filiou ao PP. A mudança ocorreu em meio ao enfraquecimento nacional dos tucanos. Ele se tornou o terceiro governador da legenda. Para 2026, foi lançado pela Federação União Progressista, em coligação com vários partidos, novamente com Barbosinha como vice. Pesquisas recentes o colocam na liderança, com cerca de 49% das intenções de voto e aprovação da gestão em torno de 70% em alguns levantamentos. O candidato defende responsabilidade fiscal, expansão do agronegócio, educação e endurecimento no combate ao crime organizado.Riedel se apresenta como gestor técnico, com perfil discreto e foco em resultados. Aliados destacam a continuidade da administração iniciada com Azambuja e a ausência de grandes escândalos. Críticos apontam desafios persistentes na segurança da fronteira e o cumprimento incompleto de algumas metas de campanha. A disputa de 2026 ocorre em um cenário polarizado nacionalmente, com o governador apoiando Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, embora afirme não ser antipetista.A trajetória de Riedel ilustra a passagem de um líder setorial do agronegócio para o Executivo estadual, em um estado cuja economia é fortemente ligada ao campo. O eleitor de Mato Grosso do Sul decidirá, em outubro, se essa linha de gestão terá continuidade.