O DIGY11, ETF idealizado pela OranjeBTC com foco em geração de renda a partir de empresas ligadas ao Bitcoin, alcançou R$ 36,7 milhões em patrimônio líquido apenas uma semana depois de começar a ser negociado na B3.O fundo estreou no pregão em 15 de setembro com patrimônio de aproximadamente R$ 28,9 milhões. Em 22 de setembro, último dado disponível, o valor já havia avançado para R$ 36,66 milhões. Isso representa um aumento de cerca de R$ 7,8 milhões, ou 27%, em uma semana de negociação.O DIGY11 foi lançado com uma proposta diferente dos ETFs de criptomoedas já disponíveis no mercado brasileiro. Em vez de comprar Bitcoin ou acompanhar diretamente a cotação da criptomoeda, o fundo investe em ações preferenciais emitidas por companhias que mantêm grandes reservas de Bitcoin em seus balanços.Atualmente, 80,7% da carteira está concentrada na STRC, ação preferencial da Strategy, maior empresa de tesouraria de Bitcoin do mundo. Outros 5,3% estão na SATA, da Strive, enquanto cerca de 14% permanecem em caixa, inclusive para a estrutura de proteção cambial do fundo.Leia também: “Vender Bitcoin não deveria ser um tabu”, diz CEO da OranjeBTCIdealizado pela OranjeBTC e gerido pela 3R Investimentos, o ETF foi estruturado e distribuído pelo Itaú BBA. Seu índice de referência, desenvolvido em parceria com a MarketVector, seleciona ações preferenciais perpétuas de empresas com exposição relevante ao Bitcoin levando em consideração critérios como liquidez, alavancagem e cobertura patrimonial.Como funciona o DIGY11O principal diferencial do DIGY11 é a proposta de transformar os dividendos recebidos dessas ações preferenciais em distribuições mensais em reais aos cotistas.A OranjeBTC estima um potencial de retorno equivalente a CDI mais 3% a 5% ao ano, já considerando elementos como a proteção cambial e custos estimados do produto. Trata-se, porém, de uma estimativa, e tanto a rentabilidade quanto as distribuições mensais não são garantidas. Até 22 de setembro, nenhuma distribuição havia sido anunciada.Outra diferença está no câmbio. Como os ativos da carteira são negociados nos Estados Unidos, o fundo utiliza uma estratégia de hedge para tentar reduzir o impacto das oscilações do dólar sobre os retornos em reais.O DIGY11 também não foi criado para acompanhar o desempenho do Bitcoin. Por isso, uma alta ou queda do BTC não necessariamente será reproduzida na mesma proporção pelo ETF. O desempenho depende principalmente das ações preferenciais mantidas na carteira e dos dividendos pagos por suas emissoras.O fundo estreou após duas etapas de divulgação. Em agosto, a OranjeBTC anunciou o produto como o primeiro ETF brasileiro dedicado a ações preferenciais de empresas do ecossistema Bitcoin. Em setembro, a companhia confirmou o início das negociações e revelou a participação do Itaú BBA na estruturação e distribuição.Crescimento dos ETFs criptoApesar do crescimento nos primeiros dias, o DIGY11 ainda está distante dos maiores ETFs de criptomoedas negociados no Brasil em patrimônio.O HASH11, da Hashdex, que oferece exposição diversificada ao mercado de criptoativos por meio do Nasdaq CME Crypto Index, tinha aproximadamente R$ 2,64 bilhões em patrimônio líquido em 9 de setembro. Já o BITH11, focado exclusivamente em Bitcoin, somava cerca de R$ 1,38 bilhão na mesma data.Entre produtos menores e mais especializados, porém, a distância já é bem menor. O ETHE11, dedicado ao Ethereum, tinha aproximadamente R$ 305 milhões, enquanto o DEFI11, focado no segmento de finanças descentralizadas, registrava cerca de R$ 37,3 milhões em patrimônio no início de setembro — valor próximo dos R$ 36,7 milhões alcançados pelo DIGY11 depois da primeira semana de negociação.Outro produto relativamente novo, o GBTC11, que combina exposição a Bitcoin e ouro, possuía cerca de R$ 21,3 milhões em patrimônio em 8 de setembro.As comparações não são totalmente equivalentes, já que os fundos têm estratégias, datas de lançamento e exposições diferentes. Ainda assim, os números ajudam a dimensionar a estreia do DIGY11: em poucos dias, o novo ETF já acumulou patrimônio semelhante ao de alguns fundos temáticos de criptomoedas que estão há mais tempo no mercado brasileiro.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post ETF com renda mensal ligado ao Bitcoin alcança R$ 36 milhões em uma semana apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.