Aliados de França defendem candidatura própria ao governo de SP

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Aliados de Márcio França (PSB) têm defendido nos bastidores o lançamento de uma candidatura própria do ex-ministro ao governo de São Paulo. A estratégia mira arrancar votos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e forçar um segundo turno no estado.A ideia é montar um palanque duplo da esquerda, com França e Fernando Haddad (PT) disputando os votos no primeiro turno e, em um eventual segundo turno, o ex-ministro declarando apoio ao petista. O modelo seria inspirado na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024, quando Tabata Amaral e Guilherme Boulos entraram na disputa pelo campo progressista. Na prática, Geraldo Alckmin subiria no palanque de França, enquanto Lula estaria ao lado de Haddad.O movimento ganhou força após as desistências de Paulo Serra e Kim Kataguiri na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. A avaliação entre aliados é que o fim das pré-candidaturas favorece Tarcísio, que passa a ter chances reais de vencer ainda no primeiro turno. Pessoas próximas a França acreditam que o ex-ministro pode entrar como um polo de moderação, conquistando votos de centro e retirando apoios importantes do governador.A iniciativa, no entanto, ainda está no campo das ideias. A discussão pode ser levada ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas semanas, mas nenhuma decisão será tomada sem a anuência do petista.Paralelamente, França segue cotado para ingressar como vice na chapa de Haddad. Como mostrou a Jovem Pan, o próprio ex-ministro sinalizou que não recusará o convite, desde que ele parta diretamente de Lula.